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Casamento nas diversas culturas – parte 1

Casamento nas diversas culturas – parte 1

Seja qual for a cultura ou religião, a convenção do casamento é seguida por ritos, concessões, aprovações e consentimentos.

Através dos séculos, a instituição do casamento tem mudado e continua mudando. O mundo moderno transformou o casamento em um símbolo de romantismo. Mas, na história antiga, esse mesmo ato era constituído de caráter mais patrimonial do que de paixão. Muitas sociedades antigas precisavam de um ambiente seguro para a perpetuação das espécies. Um sistema com regras, para tratar e garantir os direitos de propriedade e a linha de ancestralidade.

A instituição do casamento tratou dessas necessidades. Um exemplo: a lei dos antigos hebreus exigia que um homem desposasse a viúva do irmão falecido. Dessa forma, tanto os bens imóveis como a hereditariedade estariam preservados. Os casais, muitas vezes, só se conheciam no dia do casamento, após seus superiores ou pais terem escolhido seus pares. Isso ainda acontece, em algumas culturas.

Uma característica do casamento é a monogamia, que quer dizer: regime ou costume em que é imposto ao homem ou à mulher ter apenas um cônjuge, enquanto se mantiver vigente o seu casamento (fonte dicionário Houaiss). A monogamia também é uma garantia de que o homem tem seus filhos legítimos e que seus bens permanecerão dentro da família.

O casamento envolve sentimentos muito primitivos e difíceis de serem enclausurados, dentro das normas modernas da civilização. Como o sexo, atração e fidelidade.

Segundo a ciência, todo ser humano é polígamo, não tendo predisposição a ter apenas um parceiro. Ele não nasceu para ser monogâmico. A monogamia é uma característica do nosso modelo social moderno, amplamente influenciado pela moral judaico-cristã.

Numerosos estudos biológicos, psicológicos e sociológicos, em humanos e animais, provam que tanto machos como fêmeas não são, naturalmente, monogâmicos. Em qualquer sociedade seja ela, de humanos, animais ou insetos a poligamia é um comportamento inerente e primitivo, modificado socialmente nos humanos.  Tanto mulheres como homens são biologicamente predispostos a trair seus parceiros, provando que a monogamia é um mito perpetuado pela religião e a moral. Mas, algumas religiões, especialmente a Islâmica, também permite que a poligamia exista especialmente praticada pelos homens. Em países como Coréia e China, que não são Islâmicos, ela também aparece.

A poligamia é proibida, especialmente nos países ocidentais.

Mas, vamos conhecer o casamento e suas festividades em diversas culturas.

Na cultura ocidental é comum que os noivos escolham seus pares, que se casem no religioso e depois comemorem com uma festa. Recebam presentes e tenham padrinhos.

Seja qual for a sua tradição, o casamento é muito respeitado no mundo inteiro. Sempre comemorado com as pessoas que mais estimamos. Os rituais sempre têm um sentido para o futuro casal. Amor, prosperidade, espiritualidade, saúde, fertilidade e tantos outros.

Conhecer as diversidades culturais e seu significado é um passo para a compreensão das diferenças entre os povos e seu conseqüente respeito, não determinando, nunca, que um é mais valioso ou correto que o outro. Todos têm uma origem e tradição e por isso merecem entendimento.

Casamento Católico – É o mais comum no Brasil, um dos maiores países católicos do mundo. Para que seja realizada a cerimônia, alguns documentos são requeridos pela igreja, tais como: cópia da certidão de batismo atualizada de ambos, carteira de identidade, certidão de habilitação fornecida pelo cartório de registro civil, certificado de freqüência do curso de noivos ou mesmo o recibo de pagamento.

O casal deve ser solteiro ou viúvo. O catolicismo não aprova o divórcio, então, divorciados não podem se casar na Igreja católica.

O padre celebra a cerimônia, abençoando os noivos e todo processo é testemunhado pelos padrinhos e convidados que estão assistindo a celebração. Após a cerimônia, os noivos recebem os cumprimentos dos convidados com uma festa. A noiva usa um vestido branco e o noivo um terno escuro, Ao final da festa, ela joga o buquê para as solteiras e a que pegar, acredita-se, será a próxima noiva.

Casamento Protestante ou Evangélico - Não existe rituais e apesar de não existir um juramento com votos de amor eterno ou até que a morte os separe, os noivos firmam um compromisso; por isso é chamado de Benção Matrimonial. Não precisam fazer curso de noivos.

As palavras proferidas pelo pastor são ditas espontaneamente, pois a relação dele com os noivos, e com todos que freqüentam a igreja evangélica, é de amizade, como se fossem da mesma família. O pastor conhece muito bem os noivos, inclusive é comum ele freqüentar a casa de ambas as famílias. Assim, seu discurso é focado no que sente em relação ao casal e incentiva os convidados a participarem deste momento, com orações e o pensamento voltado a Deus. Após entrega das alianças, os noivos se ajoelham e são abençoados pelo pastor (ou ministro). Quando a cerimônia acaba é realizada uma festa para comemorar o matrimônio. As melodias não precisam necessariamente ser cristãs, em todo o caso a música gospel é muito requisitada. A noiva também pode cantar em homenagem ao seu futuro marido. Os trajes são: vestido branco e terno escuro.


Casamento Judaico – A cerimônia começa com a assinatura da ketubá, documento onde constam todos os deveres e obrigações vitais para uma convivência feliz e duradoura entre marido e mulher, segundo o rabino Henry Sobel presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulistana. O primeiro a caminhar rumo à chupá, uma espécie de toldo (tenda) que simboliza a casa que será dividida pelo casal, é o noivo (chatan), que vem acompanhado de seus familiares. Em seguida, entra a noiva (kallah), a rainha, e sua comitiva e os shoshvinim, as crianças que simbolizam a sorte. Na primeira parte da cerimônia ocorre o erussin, momento de consagração, quando os noivos trocam as alianças, que devem ser de ouro puro, sem desenhos ou pedras e colocada no dedo indicador da mão direita, o que indica “o futuro que começa”. Simboliza a simplicidade do casamento. Depois, na segunda parte ocorre o nissuim, momento no qual é erguido um copo de vinho, que significa abundância e felicidade. Primeiro o rabino bebe o vinho, depois ele passa ao noivo e depois oferece à noiva.

O vinho é um símbolo de abundância e alegria na tradição judaica. Em seguida, sete bênçãos são recitadas (Sheva Brachot), abençoando os noivos na fé em Deus. A noiva dá sete voltas ao redor do noivo, em alusão aos sete dias da construção do mundo e é como se estivesse construindo a casa do casal. Depois o noivo quebra o copo do vinho que tomaram juntos com o pé e todos exclamam: “Mazal Tov”, “Boa sorte!” Esse ato mostra que mesmo nos momentos de alegria máxima, fazem questão de lembrar a tristeza de um povo que tanto sofreu (o casal como povo judeu e seu rompimento com o passado para o início de uma vida nova).

Ela usa um vestido branco, ele um terno escuro com o Kitel por cima, espécie de mortalha, na cor branca. Após as bênçãos matrimoniais, do rabino, são servidas as bebidas e comidas em uma festa.

Entre os judeus não existe separação entre a lei e a religião, sendo assim, a cerimônia de casamento é um ato legal que acontece num ambiente religioso, e é considerado um contrato.

Casamento Ortodoxo – No casamento ortodoxo a cerimônia é mais longa e se divide em três partes: as orações preliminares, a troca de alianças e a coroação (o ápice da celebração) e as orações finais. Segundo Dimitrius Attarian, da catedral Ortodoxa de SP, a estrutura do casamento é quase a mesma da religião católica, a diferença é que quando a noiva entra na igreja, as alianças já estão no altar.

O sacerdote é quem busca o noivo e a noiva e os leva até o altar e coloca a aliança nos dedos dos noivos, fazendo um sinal de cruz em cada um deles. Depois disso, os noivos são coroados. O padre coloca a coroa (feita de tecido e flores naturais ou metal) na cabeça dos noivos e a troca três vezes, remetendo à Santíssima Trindade. O sacerdote abençoa o cálice de vinho e cada um dos noivos dá três goles da bebida. Depois eles dão três voltas em torno do altar, tendo sempre como guia o padre. Sempre no sentido anti-horário, o que significa que o que acaba de começar não tem hora para acabar e está de acordo com a eternidade de Deus”.

leia a continuação dessa matéria: Casamento nas diversas culturas -  parte  2

Fontes consultadas:

- Wedding guide: guia completo para noivas especiais. São Paulo: BBD Editora, 2007.

- www.ensinandodesiao.org.br

"O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem".

(Antoine de Saint-Exupery)

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Comentários

Existe(m) 9 comentário(s) para esta notícia.

# 1° jacira costa silva

Parabéns por este saite tão maravilohos,parece que foi montado por mim.tem tudo que sempre procuro bjsss fquem com Deus

jaci

# 2° ana paula

gostaria de receber passo a passo roteiro de cerimonial de casamento evengélico

# 3° andresa torres

Gostaria de receber passo a passo o roteiro de cerimonial de casamento ortodoxo .

# 4° Ana

Este site sobre o casamento também tem outros tipos de casamentos étnicos..

Beijos, Ana

# 5° Márcio R. da Silva

Olá!

Sou historiador...Uma vez criado na tradição cristã protestante; percebo que o autor do "Artigo sobre casamento"; cometeu um equívoco ao falar sobre o casamento evangelho.Tem ritual sim! Tem cursos de noivos também! Tem votos entre os nubentes também! A chamada bênçao matrimonial faz parte apenas da conclusão do cerimonial ritualístico.

Um abraço e desde muito obrigado!!!

Márcio R.da Silva

# 6° Osmar


Caro autor,conheço o casamento evangélico, e percebi que vossa senhoria cometeu uma atitude de quem é desconhecedor do casamento evangélico; ele possui curso de noivos, chamado pré-núpcial, votos núpcias e a abenção, e etc. Existe uma cerimônia e diga-se de passagem, muito bonita.

O objetivo é contribuí.

Obrigado.

# 7° ROBERTA

CARO AUTOR, O SENHOR ERROU EM DIZER QUE O CASAMENTO EVAGÉLICO NÃO PRECISA FAZER CURSO DE NOIVOS, TENHO AMIGOS QUE SÃO EVANGÉLICOS, E ELES SÓ PODE SE CASAR SE FIZEREM O CURSO DE NOIVOS. EXISTE SIM O VOTO DE AMOR NO ALTAR, OS NOIVOS FAZEM O VOTO NA HORA DAS ALIANÇAS, E O PASTOR OU MINISTRO NÃO CONDUZ A CERIMÔNIA SIMPLESMENTE PELA INTIMIDADE PELO CASAL, AS PALAVRAS QUE ELE FALA, SÃO BASEADAS NA BÍBLIA SAGRADA.
FIQUE COM DEUS!

# 8° onofre

bom dia
minha esposa esta se especializando em casamentos ,por que ela trabalha organizando e assessorando.seria possivel me enviar por e-mail informaçoes que podem contribuir com o trabalho dela
tipo:cerimonial passo a passo de todas as religioes;dicas de musicas ;decoraçao;bufê;etc..

# 9° Susan Scheffer Alves

gostaria de saber passo a passo o roteiro de um cerimonial de um casamento evangelico. obrigada!

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