Imagine a seguinte situação: o filme vai começar e você pula da poltrona para apagar as luzes, ou as apaga antes de ligar a TV/projetor e vai tateando no escuro até encontrar a poltrona. Ou então: o filme termina e você se levanta para acender as luzes que, na máxima intensidade fazem as pupilas dilatarem e quebram definitivamente o clima do ambiente.
Como todos sabem, não é dessa forma que funciona a iluminação nas salas de cinema, onde a luz das arandelas diminui automaticamente no começo do filme e aumenta gradativamente nos letreiros finais. Em casa, porém, estas situações desconfortáveis de muita ou pouca luminosidade são mais comuns do que se imagina, revelando que o projeto de iluminação é um ponto esquecido ou desprezado nos cinemas domésticos.
Para otimizar a experiência cinéfila em casa, deve-se considerar seriamente no momento do projeto da sala, a inclusão de um sistema de dimerização para as lâmpadas do ambiente, responsável pelo maior envolvimento e criação da atmosfera de cinema, que possivelmente devem fazer parte do bom sistema de home theater.
Quem nunca teve a oportunidade de assistir um filme numa sala de HT projetada levando-se em conta a iluminação dimerizada, ao fazê-lo logo percebe a enorme diferença.
É bem confortável preparar a sala para o início do filme, deixando um foco específico em um quadro ou objeto de arte e ao mesmo tempo uma luz indireta, com 50% da sua carga, próxima às poltronas, aguardando a chegada dos ´´espectadores``.
O uso que se faz da sala desde o começo do filme também pode ser previsto: manter um ponto de luz de abajur, devidamente dimerizado, no ponto mais escuro do ambiente, permite encontrar o controle remoto e facilita a chegada ou saída de algum membro da família durante o filme. Um ponto de luz próximo ao bar para preparar uma bebida ou petisco, também é uma boa solução.
Para comandar essas tarefas existem no mercado centrais automatizadas de dimerização dos circuitos de lâmpadas. A programação das cenas de ambientação é feita a partir de uma combinação dos circuitos de iluminação, cada programação recebe a intensidade desejada para cada momento.
Tais modelos custam em média R$ 3.500,00 (comandam até seis circuitos) e são acionados a partir de controles remotos específicos de automação de ambientes, como mostra a figura abaixo.

Existem também modelos mais simples, que comandam apenas um circuito, mas que também podem ser comandados por controle remoto, ao custo médio de R$ 500,00.

A marca dos equipamentos citados acima é a LUTRON, líder no mercado americano de sistemas de automação residencial e corporativo.
Pouco antes da sessão começar, o foco do objeto de arte ou quadro se apaga lentamente até as pessoas se acomodarem com calma, as luzes acima das poltronas desaparecem, a tela desce e entra em cena a atração principal que todos aguardam ansiosamente: o projetor ligado, trazendo com ele toda a emoção do seu filme predileto.
Relaxe, a sessão vai começar!
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