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Diário de uma paulistana: Dançando no Parque da Luz

Diário de uma paulistana: Dançando no Parque da Luz

No (chuvoso) sábado que passou, dia 17 de outubro (2009), vivi uma experiência diferente; participei de um “evento dançante” no Parque da Luz.

Éramos quase quarenta mulheres, dançando felizes embaixo da chuva.

A iniciativa foi de minha entusiasmadíssima professora de dança e ginástica, Claudia Mello.

 Ela queria fazer uma apresentação nos moldes desse evento chamado “contágio”, que se espalha pelo mundo todo em apresentações curtas e repentinas em lugares públicos em que haja bastante gente circulando; praças, parques, estações de trens.

Eu já havia visto em Youtube algumas demonstrações desse contágio, numa estação de trem em Londres,  e na Bélgica, mas, aqui no Brasil, em São Paulo, Parque da Luz? Por que não?

E lá fomos nós. Ensaiadas, preparadas e com muita vontade de fazer bonito. Algumas de nós foram de táxi, a maioria usando transporte coletivo mesmo, já que estacionar por lá não é tarefa fácil, e, principalmente, por que o Centro é muito bem servido de linhas de metrô e ônibus.

Só que a dois minutos de começar nossa dança, caiu um toró daqueles. Todas nós nos abrigamos num quiosque minúsculo, junto com os câmeras e o pessoal do som, mais os jornalistas, etc.,...surreal era a palavra que melhor descrevia a situação.

A uma certa hora, como a chuva não parasse, Claudia perguntou: “Quem quer dançar, mesmo com chuva?” todas gritamos: - “Eu!!!”

E foi aí que tudo começou.

E foi tão divertido! Os frequentadores do parque aplaudiam entusiasmados, outros, começaram a dançar conosco.

Tivemos de repetir o espetáculo, e cheias de lama, sim, a chuva fez estragos por lá, partimos para o Bis.

Claro que depois de toda essa experiência, tínhamos que comemorar. E foi o que fizemos. Rumamos todos para o bar “Salve Jorge”, que fica a 50 metros da Estação São Bento do metrô.

Que bom que participei desse evento, que pode não parecer muito, mas que trás uma sensação de que usamos os equipamentos de nossa cidade para fazer coisas legais, inusitadas.

Esse movimento proporcionou a todos que participaram e aos que assistiram verdadeira integração e diversão diferenciada. Tanto é que dançaremos novamente no dia 7 de novembro, às 11:30, no jardim do Museu do Ipiranga.

Queremos mais!

"Alegria e bom humor-este é passageiro o outro é dádiva-Deus!"
(Bindes Fátima)

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Comentários

Existe(m) 1 comentário(s) para esta notícia.

# 1° Paschoal

A palvra contágio é perfeita para esse movimento que tem chance de se multiplicar espontaneamente envolvendo todos que apreciam música, dança e arte.
Ao ler o depoimento da Danielle dá vontade de sorrir, cantar e dançar no mesmo momento em que fazemos a leitura. Contágio!

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