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A arte de degustar o vinho

A arte de degustar o vinho

Em primeiro lugar, eu como profissional da área, quero deixar claro que o vinho não é nenhum “ser de outro planeta”, que é um “alimento” do dia-a-dia e é muito simples de entendê-lo, uma vez que você o aprecia, sem complicações e fantasias.

Gostaria de relatar o início da minha experiência pessoal com o mundo dos vinhos: há alguns anos tive meu primeiro contato com o vinho seco, em um jantar de negócios; não lembro qual era o nome do vinho, lembro apenas de ser um Amarone (um dos vinhos mais famosos da Itália). Na época foi uma experiência ruim, pois eu estava acostumado com bebidas e vinhos mais doces. A partir daí, eu que já gostava bastante da cultura do vinho, comecei a praticar a degustação, porém, comecei com vinhos mais leves e fáceis de beber, com menos álcool e com menos corpo. Meu paladar foi evoluindo e hoje, um vinho encorpado não é nenhum problema, pelo contrário, eu aprecio muito.

Quando você começa apreciá-lo com mais freqüência, você descobrirá que ele é o conjunto do equilíbrio entre a natureza, a mão do homem, a tecnologia e a história vinícola. A degustação não é outra coisa senão a expressão desse conhecimento criador de harmonia.

Para você que está começando a apreciá-lo, abaixo explanarei como degustá-lo, analisando todos os seus aspectos: visual, olfativo e gustativo:

O exame visual é o primeiro a ser analisado, e é muito importante para identificar algumas qualidades dessa bebida, como o brilho e o grau de envelhecimento. Quanto mais brilhante, ou seja, capaz de refletir a luz; mais poderemos ter certeza sobre as suas qualidades.

O No momento que o vinho deixa de brilhar e se torna fosco, é um sério indício de que ele pode ter chegado ao fim de sua vida. Durante o processo de envelhecimento o vinho vai perdendo suas cores vibrantes e ganhando um tom acastanhado. Mas atenção, não se apegue apenas a esse detalhe para definir se o vinho é velho ou jovem, pois, uvas diferentes envelhecem em tempos diferentes.

O olfato é um dos pontos mais importantes da análise do vinho. Por mais incrível que possa parecer é através dele que conseguimos identificar o tipo de solo, a uva e até os métodos de vinificação. O mais importante, porém, não é saber quais são os seus aromas exatos, e sim, se esses aromas são mais intensos, mais fracos, bons ou ruins. Cada pessoa tem uma memória olfativa diferente, e logo, poderão sentir os mesmos aromas ou não. Com a prática, o seu olfato irá evoluindo, e poderá cada vez mais obter novas e diferentes sensações olfativas.

Até aqui, com a análise visual e olfativa, conseguimos identificar cerca de 70% das características do vinho, o degustar será apenas a confirmação.

O exame gustativo é a última análise do vinho. Aqui podemos confirmar ou não, tudo que os exames Visual e Olfativo nos forneceram. O importante mesmo é identificar se o vinho é harmônico, pois ele tem que ter equilíbrio entre a acidez (o que faz a língua salivar), o álcool (o que aquece a boca) e os taninos (o que causa uma sensação adstringente, de fruta verde).

Os conhecedores têm um vocabulário próprio e eficaz para resumir as qualidades de um vinho. Aos poucos, você também irá adquirir os seus próprios conceitos e conseguirá resumir as suas qualidades. Não precisará mais fazer aquela expressão de quem não está sentindo a menor diferença, quando estiver diante de um bom vinho. Não é tão difícil quanto parece, o importante é amar essa bebida, e o resto se tornará, aos poucos, cada vez mais natural.

Até a próxima!

Veja também: Uma Boa Harmonização.

"O vinho é a prova constante de que Deus nos ama e nos deseja ver felizes." (Benjamin Franklin)

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Comentários

Existe(m) 1 comentário(s) para esta notícia.

# 1° osvaldo passadore junior

Thiago,

Parabéns pelo artigo, como sou fã dos Chiants, gostaria de saber mais a respeito dos mesmos. Será que você não poderia me enviar algum artigo a respeito.

SDS,

Osvaldo Passadore

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