O que teria sido de nós, pobres mortais, se o vinho, não existisse? Provavelmente seriamos infelizes, quem sabe?
O vinho é uma das bebidas mais antigas do mundo, produzida a partir de uvas selvagens. Registros apontam que essa bebida inebriante remonta a milênios. Sementes de vinhas cultivadas há mais de 7 mil anos foram descobertas no Cáucaso, região entre Turquia, Armênia e Geórgia; a leste do mar Negro. Assim, o primeiro vinhedo foi plantado em algum lugar entre as atuais Turquia, Geórgia ou Armênia.
O mais provável é que o vinho tenha surgido acidentalmente. Alguém teria esquecido uvas em algum recipiente de barro, madeira ou saco de couro. Dependendo da temperatura do ambiente na época, algumas horas já foram suficientes para essas uvas, provavelmente esmagadas, se transformarem em um tipo de vinho. A primeira pessoa a ter tomado essa bebida inebriante, talvez tenha tido também a experiência do primeiro “porre”.
Desde então o vinho fez parte de festas e cerimônias religiosas, serviu como medicamento e anti-séptico, sempre desempenhando diferentes papéis na vida do homem. Existem dados, coletados através de vestígios de sementes de uvas cultivados na Cadeia do Cáucaso (região entre Turquia, Armênia e Geórgia) que datam a presença do vinho entre os homens já no ano de 7.000 a.C., além dos dados científicos da Arqueologia a Bíblia Sagrada que menciona por 155 vezes o vinho no Velho Testamento e faz mais de 10 referências no Novo Testamento.
O vinho como é hoje, limpo e vivo, capaz de envelhecer, é relativamente recente. A possibilidade de envelhecimento em barril ou em garrafa dá inicio a era do vinho de qualidade.
O vinho também teve uma grande associação com a religião; os gregos e romanos da antiguidade davam ao vinho um papel importante em suas vidas. Tão grande era a importância na vida dos mortais, que começam cultuar Dionísio, deus grego do vinho e Baco, seu equivalente romano, onde são encontradas as semelhanças mais fortes. Dionísio, filho de Zeus com uma mortal Semele, foi o responsável pela difusão e cultura do vinho pelo mundo. Dionísio era a parreira, e o seu sangue, o vinho.
O vinho estava ligado ao modo de vida mediterrâneo. Diante das turbas de invasores ferozes, as atividades como a cultura das parreiras - corriam perigo. A igreja, por extrema necessidade do vinho foi capaz de assegurar sua continuidade. Quando a Europa se recuperou dessas dificuldades, era em torno dos mosteiros e das catedrais que se encontravam a cultura de vinhas.
Os monges não se contentaram em apenas fazer o vinho, eles também o melhoraram. Na idade média, os cistercienses da Borgonha foram os primeiros a estudar os solos da França e a transformar os vinhedos selecionando as melhores plantas, os melhores solos para cada cepa e a melhor exposição solar, criando o conceito de “Terroir”.
A vida tornou-se pouco a pouco pacífica, o que permitiu a expansão dos vinhedos e a reanimação do comércio. Para o homem da Idade média, o vinho não era luxo e sim, uma necessidade. As vilas ofereciam uma água impura, muitas vezes perigosa à saúde. O vinho cumpria um papel de anti-séptico, e constituía um elemento da medicina rudimentar da época.
A partir daí muita coisa aconteceu, a produção e a qualidade do vinho aumentaram muito, o controle de produção foi criado, como as DOCs e as AOCs, (Denominações de origens controladas) e o vinho é hoje como é.
O mundo do vinho é muito detalhado e rico, ninguém jamais conhecerá tudo a respeito dessa bebida.
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"Para uma vida melhor: poesia, vinho e uma companhia. Porque a poesia tem de estar na alma, uma boa companhia sempre ao nosso lado. E um bom vinho... Ah, é sempre indispensável!”(Carolina Salcides)
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