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A procura do saca-rolhas ideal

A procura do saca-rolhas ideal

Quando se fala deste objeto pensamos em, pelo menos três linhas: eficiência, rapidez e comodidade. Apesar de todo esforço, parece que ainda continuamos a procura do objeto perfeito.

 
No século XVII, quando as garrafas ainda não eram armazenadas deitadas (pois o seu formato não permitia), a questão da rolha e dos saca-rolhas não tinha importância alguma. A rolha servia apenas para vedar e proteger o líquido lá existente; e somente uma parte dela entrava no gargalo, sendo facilmente retirada com a mão.


Foi no século XVIII que o formato das garrafas mudou permitindo que fossem deitadas; a questão da rolha ganhou nova importância e com ela, também o saca-rolhas. Eles não eram utilizados somente em garrafas de vinho; a cerveja e a cidra também necessitavam de uma rolha que pudesse conter o gás. Foi também por esta razão que o saca-rolhas nasceu na Inglaterra, terra de grandes consumidores daquelas duas bebidas. Ainda assim, a referência mais antiga a um saca-rolhas data, segundo Jancis Robinson, de 1681.


Para se extrair a rolha, exige-se uma certa habilidade e ritual único. Para tirar o máximo partido desse ritual existem alguns aspectos, a serem levados em conta. Dependendo da antiguidade da garrafa, é necessário, proceder de diversas maneiras. Nos vinhos com mais de 35 anos de idade, poderá ser usado em alternativa ao saca-rolhas, uma tenaz em brasa para cortar o gargalo (largamente utilizado em vinhos do Porto bem antigos). Nos vinhos mais novos, o saca-rolhas deve ter um poder de extração totalmente na vertical (saca-rolhas “Sommelier de dois estágios”).


Antes de abrir a garrafa remove-se a cápsula que protege o gargalo (1 cm abaixo); em seguida, em garrafas antigas, deve-se limpar cuidadosamente o gargalo com um pano limpo e depois introduzir o saca-rolhas no centro da rolha, tentando evitar perfurá-la para que não caia partículas de cortiça dentro do vinho. Finalmente com toda a calma e sem fazer força retire a rolha.


Salute!!!


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