O rolhamento com cortiça é uma prática muito antiga e ainda conserva sua superioridade e prestígio, constituindo o único sistema capaz de assegurar durante muito tempo à conservação dos vinhos de qualidade.
Conta-se que no final do século XVII, o abade francês Dom Perignon, experimentou substituir os pedaços de madeira envoltos em cânhamo, usados até então para vedar as garrafas, por um vedante de cortiça.
Os resultados foram excepcionais e pode-se dizer que ai nascia a indústria sobreira, que iria se desenvolver de forma notável no século XIX, quando a tradicional conservação e envelhecimento de vinhos, feita até então em barris, passou a ser feita em garrafas. A utilização mais tradicional e conhecida da cortiça é no engarrafamento de vinhos.
A cortiça nada mais é que a casca rugosa, protetora de uma árvore chamada Sobreiro (quercus suber), que tem como propriedade, a capacidade de reconstituir indefinidamente a sua casca, ou seja, trata-se de uma cortiça de reproduções que volta a formar-se mesmo depois de ter sido cortada várias vezes; porém, é preciso uma dezena de anos entre cada colheita de placas de cortiça.
A qualidade da rolha esta na sua elasticidade, na qualidade de poros (quando menos, melhor) e em seu tamanho. Os grandes vinhos usam rolhas de até 7cm de comprimento.
No Brasil, não é permitido importar rolhas, apenas a cortiça. As melhores são de Portugal, Espanha, Sardenha e Senegal. Portugal onde a floresta ocupa 670.000 hectares produz uma média anual de 170.000 toneladas de cortiça, mais da metade da produção mundial. A cultura do sobreiro e a extração de cortiça vêm a muitos anos sendo desenvolvida em Portugal.
A primeira extração se dá quando a árvore atinge 60 cm de perímetro, isto é, com 20 a 25 anos de idade. Essa cortiça, apelidada de virgem, não é utilizada no fabrico de rolhas, tal como a obtida da segunda extração, nove anos depois, que se chama secundária. Somente a partir da terceira extração, em que a cortiça recebe o nome de amadia, é que apresenta uma textura apropriada para a produção de rolhas.
Podemos distinguir um leigo de um entendedor de vinhos, pelo simples ato de abrir uma garrafa. Enquanto o primeiro o faz de uma maneira apressada, sem dar a mínima importância para esse ritual, o conhecedor esta atento e aprecia todos os detalhes, sendo que a primeira atitude é a de levar a rolha ao nariz para detectar os aromas ali potencializados.
Ela nos dá informações das condições do vinho ali armazenado, das indicações sobre possíveis doenças, da presença ou não de mofo, e outras anomalias, atestam, portanto a sanidade do conteúdo.
Em nossa sociedade entender de vinho passou a ser cultura. Converse destes assuntos com seus familiares assim eles vão aprendendo sem perceber.
Receba amigos para queijos e vinhos . Vá explicando a seus filhos as qualidades e a harmonização destes produtos. Vamos colocar o nome neste lance de lição vivida.

"Nenhum homem é inútil enquanto ele tem um amigo".
(Robert Louis Stevenson)
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