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Alquimia do vinho

Alquimia do vinho

Antes de entrarmos na matéria da vinificação, estarei mencionando algumas das principais uvas viníferas (vitis vinifera), pois, as não viníferas são destinadas ao consumo “in natura”.

Uvas brancas: Chardonnay, Chenin Blanc, Gewurstraminer, Moscatel, Pinot Blanc, Riesling, Sauvignon blanc, Semillon, entre outras.

Uvas tintas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Syrah, Gamay, Grenache, Nebbiolo, Sangiovese, Tempranillo.

Vinificação: o que interessa no processo de vinificação é a película e a polpa da uva. Da polpa serão retirados os engaços e as sementes. As matérias corantes e os “famosos” taninos que você deve ouvir falar estão presentes na película e darão cor de adstringência ao vinho.

O bago da uva é composto por: água, minerais, açúcares e ácidos que têm papel determinante na conservação e nas qualidades organolépticas do vinho.

Vinificação do vinho branco:

A vinificação do vinho branco difere do vinho tinto, pois, requer maior cuidado e atenção. No processo de elaboração usa-se uvas brancas, porém as tintas podem fazer parte desde que sejam retiradas as cascas (responsável pela cor). As uvas são prensadas, utilizando-se somente o sumo para posterior fermentação.

Normalmente o vinho branco não estagia em barricas de carvalho, pois, altera muito o frescor, que é a característica do branco. Porém alguns aceitam bem essa passagem pelo carvalho; como é o caso da uva Chardonnay, principalmente as da região da Borgonha (França), Califórnia, Austrália, Chile e Itália.

Vinificação do vinho tinto:

É necessário que a fermentação se processe com as cascas, responsáveis pela cor, taninos e outras substâncias. Terminada a fermentação alcoólica, passa por uma segunda fermentação chamada “malolática” sendo esta um processo natural que proporciona a redução de acidez, tornando o vinho mais macio.

Quando o processo resulta em um vinho encorpado com muitos taninos, de alto teor alcoólico, normalmente irá estagiar em barricas de carvalho, que tem como intuito principal dar maciez aos seus taninos e equilíbrio entre seus componentes.

Vinificação de vinho fortificado (Porto/Jerez)

Na produção desse tipo de vinho, durante a fermentação alcoólica, adiciona-se aguardente vínico, onde as leveduras param de agir, resultando nessa alta graduação alcoólica e resíduo de açúcar.

Quanto ao Porto seco e Jerez, a adição desta aguardente é efetuada após a fermentação alcoólica, onde se obtém um vinho com muito álcool e sem resíduo de açúcar.

Vinificação de licorosos (sobremesa)

Quando termina a vinificação e nem todo açúcar presente se transforma em álcool, teremos um vinho adocicado. Se a parcela residual de açúcar for superior a 40 gramas por litro será um vinho licoroso.

Outro processo ocorre através das uvas que são atacadas pela Botrytis cinérea (fungo que ataca o bago) desidratando-o e deixando somente uma grande concentração de açúcares, o resultado final será um vinho altamente adocicado, é o caso dos grandes Sauternes (França), Tokaj (Hungaros), Selections de Grains Nobles (Alsacia – França).

Vinificação de Espumantes

O mais famoso vinho espumante é o champagne, cujo nome é o mesmo da sua região de origem. Espumante é todo vinho que sofre uma segunda fermentação e cujo gás carbônico naturalmente é retido no recipiente. Quando a segunda fermentação se dá na garrafa é chamado de método tradicional ou champenoise (método atribuído a Dom Perignon). Quando a segunda fermentação se dá em grandes recipientes é denominado método Charmat.

Nesta edição você descobriu como acontece a alquimia de elaboração dos vinhos, espero que possa degustá-los a partir de agora com outra visão.

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Comentários

Existe(m) 2 comentário(s) para esta notícia.

# 1° Justino Macamo

Gosto de Vinhos e gostaria de receber E-mai sobre receitas de Vinhos

# 2° alison oliveira

Como vai Sr.Armando Bisogni !

Sou instrutor da cultura vinica em Maceió, palestro para garçons, garçonetes, barmam e outros mais.
Neste exato momento em que lhe escrevo, este mesmo é o da minha descoberta de vossa pessoa na net.
Espero que possamos trocar experiencias e novidades neste tão preciosos tema que nós por vida e ciencia abraçamos.

abraço forte, Sr. Alison Oliveira

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