O acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico, vulgarmente chamado de "derrame cerebral", é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que irriga o cérebro com oxigênio e nutrientes deixa de atingir determinada região cerebral, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios.
É uma doença de início súbito, que pode ocorrer por isquemia ou hemorragia. O primeiro tipo, e o mais comum deles, ocorre pela falta de irrigação sanguínea num determinado território cerebral, causando morte de tecido cerebral. Já o acidente vascular cerebral hemorrágico é menos comum, mas não menos grave, e ocorre pela ruptura de um vaso sangüíneo intracraniano, levando à formação de um coágulo que afeta determinada função cerebral.
O acidente vascular cerebral é a terceira principal causa de morte e de incapacidade nos Estados Unidos, sendo responsável por uma em cada 15 mortes neste país. Por isso, as consequências médicas e econômicas do acidente vascular cerebral são avassaladoras, pois impõem carga econômica substancial ao indivíduo, à família e à sociedade como um todo.
Os fatores de risco do acidente vascular encefálico estão associados com presença de doenças crônico-degenerativas conforme ilustrado no quadro abaixo. Por isso, a manutenção de hábitos saudáveis, tais como, boa alimentação e prática regular de atividade física diminuem o risco do indivíduo sofrer um acidente vascular encefálico.
Acidente vascular cerebral
• Aterosclerose – associada aos seguintes fatores de risco: hipertensão, tabagismo, hiperlipidemia, diabetes, sedentarismo
• Hipotireoidismo
• Uso de anticoncepcionais orais
• Problema de coagulação do sangue
• Arterite
• Desidratação combinada com qualquer uma das condições precedentes
Acidente vascular cerebral
• Hipertensão
• Malformação arteriovenosa
• Uso de remédios anticoagulantes
• Uso de drogas como cocaína, anfetamina e álcool
A perda de função que acompanha com freqüência um acidente vascular cerebral afeta tanto a parte física quanto a parte psicológica. A magnitude da incapacidade variará conforme a gravidade do quadro. Mais de 50% das pessoas acometidas por um acidente vascular cerebral desenvolvem depressão. Muitos dos sobreviventes de um acidente vascular cerebral necessitam de uma assistência extensiva, pois, pelo grau de sedentarismo que acomete estas pessoas, elas podem desenvolver ou agravar quadros de doenças relacionadas, tais como, doença cardíaca, hipertensão, diabetes, colesterol alto, entre outras.
Por todos os motivos expostos, a participação da pessoa que sofreu um acidente vascular cerebral em um programa de atividade física é bastante benéfico.
O programa de exercício para pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral deve objetivar inicialmente a reabilitação física e a qualidade de vida e, posteriormente, a melhora das capacidades físicas. As sessões de exercício devem ser supervisionadas por profissional treinado e com a devida habilitação acadêmica.
O programa de exercício deve ser executado por no mínimo três vezes por semana e deve envolver treinamento com pesos (para melhora da força muscular e equilíbrio), treinamento aeróbio (para melhora do condicionamento cardiorespiratório) e treinamento de flexibilidade. Todos estes elementos ajudarão a pessoa a ter uma melhor qualidade de vida.

"Se não te esforças ao máximo, como saberás onde está o teu limite?" (Anônimo)
Este texto não pode ser copiado ou reproduzido em nenhum outro site sem autorização do autor!