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Aspectos gerais da epilepsia e a prática de exercício físico

Aspectos gerais da epilepsia e a prática de exercício físico

A epilepsia é o distúrbio neurológico grave mais comum no mundo, que afeta o cérebro e se expressa por crises repetidas, caracterizadas por manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas. Não se trata de uma doença específica ou uma síndrome única, mas de um conjunto de condições neurológicas que levam as descargas elétricas excessivas e anormais no cérebro. Essas descargas desencadeiam as crises epilépticas, que podem se manifestar de várias maneiras.

Esta condição tem sido descrita e registrada por diferentes raças e credos ao longo do tempo. De acordo com achados históricos por volta de 400 a.C., Hipócrates criticou o caráter de doença sagrada, atribuído à epilepsia, considerando-a como qualquer outra doença. Entretanto, na maioria das culturas, ganhou interpretação como algo demoníaco e sobrenatural, devido à forma de manifestação de seus sinais e sintomas.

Cerca de 50 milhões de pessoas no mundo tem epilepsia. A incidência varia com a idade, com as maiores taxas ocorrendo na infância, caindo na vida adulta e aumentando novamente aos ao redor dos 65 anos.

Nos países da América Latina, a incidência de epilepsia tem variado entre 78-190 novos casos por 100.000 habitantes por ano, e a prevalência média é de aproximadamente 18 casos por 1.000 habitantes, podendo variar de acordo com os métodos de investigação em cada país. Neste contexto, a alta incidência e prevalência das epilepsias provocam repercussões sócio-econômicas importantes, na medida em que aumentam os custos econômicos diretos, provenientes dos gastos médicos com drogas, hospitalizações e indiretos pela perda de capacidade produtiva, produção econômica por desemprego, licença médica ou morte prematura.


Quanto ao diagnóstico, este é realizado com investigação por meio do eletroencefalograma (EEG) e tomografia computadorizada. Em geral, o tratamento farmacológico inicia-se quando o paciente passa a ter repetitivas crises epilépticas, sendo uma crise considerada um sintoma e não um processo patológico.

Apesar da prática de exercício físico ser enfatizada na sociedade atual pelos benefícios que proporciona sobre a aptidão física e saúde dos indivíduos saudáveis e naqueles com diferentes tipos de doenças, pessoas com epilepsia são freqüentemente desencorajadas e muitas vezes excluídas da participação em programas de exercício físico. Esta relutância origina-se da proteção excessiva dos médicos e familiares. Isto acontece na maioria das vezes, pelo medo que a prática de exercício físico possa piorar o quadro clínico da doença, predispor os indivíduos a lesões traumáticas ou que a fadiga resultante do exercício físico possa precipitar uma nova crise epiléptica. Entretanto, as crises epilépticas raramente podem ocorrer durante o exercício físico, sendo presente apenas em casos específicos. Na grande maioria dos casos o exercício físico parece diminuir o risco das crises epilépticas, atuando como um fator protetor. Além disso, indivíduos com epilepsia como conseqüência das crises epilépticas têm maior pré-disposição a terem depressão e o exercício parece ajudar a minimizar este quadro.

Evidências crescentes e atuais sugerem a prática regular de exercício físico como benéfica no tratamento da epilepsia, havendo poucos achados mostrando o aumento da freqüência de crises ou do risco de lesões quando a doença esta controlada. Além disso, o exercício físico parece aumentar o limiar para o desencadeamento das crises conferindo um efeito protetor, já que pode reduzir a atividade epiléptica no EEG e o número de crises em muitos casos.

Apesar desses efeitos benéficos do exercício em indivíduos com epilepsia, alguns cuidados especiais são importantes para a orientação por parte dos profissionais da saúde, de programas de exercício físico para pessoas com epilepsia, tais como, fatores desencadeadores de crises epilépticas durante o exercício e diretrizes para a prática esportiva nesta população.

Alguns fatores têm sido relacionados como desencadeadores de crises epilépticas durante o exercício físico, apesar desta relação não estar totalmente elucidada. Dentre estes fatores destacam-se o estresse físico e mental, a fadiga, a hipóxemia, a hiperhidratação, a hipertermia, a hipoglicemia e a hiperventilação voluntária.

É indubitável o benefício que a prática regular de exercício físico, seja de forma recreacional ou competitiva pode trazer aos indivíduos com epilepsia. Contudo, alguns aspectos devem ser levados em consideração, tais como, esportes que envolvem risco de queda devem ser contra-indicados. No mesmo sentido, esportes que envolvem risco de afogamento devem ser indicados somente na presença de pessoal treinado.

Concluindo, as pessoas com epilepsia, além de sofrerem desta importante condição neurológica, não estão livres de serem acometidas por doenças relacionadas ao sedentarismo, o que pode aumentar a morbidade e mortalidade. Neste sentido, a prática regular de exercício físico para pessoas com epilepsia deve fazer parte da estratégia terapêutica destes pacientes já que pode colaborar com a diminuição de doenças relacionadas ao sedentarismo bem como com a melhora de sinais e sintomas relacionados à epilepsia. Poucos são os casos, onde o exercício desencadeia crises epilépticas e estudos realizados em humanos e, principalmente, em modelos experimentais mostram que o exercício físico pode atenuar o número de crises epilépticas.

"O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem".
 (Arthur Schopenhauer)

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Comentários

Existe(m) 4 comentário(s) para esta notícia.

# 1°

É preciso mais divulgação sobre a importância da prática de exercícios físicos mesmo sendo portador de eplepsia. Eu parei a três anos de me exercitar, era uma boa corredora, músculos fortes e ativa. Hoje foi meu primeiro dia de caminhada, foram 20 minutos com uma vontade profunda de nunca ter parado.
Abraço Rô.

# 2° orliete maciel guimarães faleiros

gostaria de saber se uma crise de eplepsia noturna com individuo dormindo pode desencadear um enfarto ou parada cardíaca se não tiver alguém para acudir no momento? O uso de medicamentos mesmo com receita médica (tipo lexotan e manipulados como a fenilalamina) pode piorar a situação desse paciente ao ter uma crise convulsiva noturna dormindo ,promovendo uma parada respiratória e levá-lo à morte?

# 3° nene

bom dia,muito obrigado por esse esclarecimento,pois recentemente sofri uma crise convulsiva na academia e fiquei muito preocupado achando que talves tenha sido os exercicios.por esse motivo estou um tempo sem treinar.gotaria se possivel que enviassem mais esclarecimento a respeito dos beneficios que os exercicios pode trazer a nos que temos epilepsia.mais uma vez muito obrigado!

# 4° 9834

acho k o site está bem trabalhado...
Apesar ke acho ke está muito extenso devia mais se focar nos apectos ...Dizer sim ou não ,ou seja, ser mais concreto...
Com tudo acho ke este site mostra o prós e contras ...
Parabens pelo bom desempanho
Agradeço desde já o esforço em esclacerem as duvidas ke tanto enquietam os portadores de epilépsia...

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