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A asma é uma doença cercada de mitos e preconceitos, a começar pelo nome que quase sempre é evitado, por estar popularmente associado a formas mais graves de doença. Alguns desses mitos envolvem a atividade física: Parte das pessoas ainda acredita que o asmático não deve fazer exercícios, já outros acreditam que a atividade física "cura" a asma. Ambas as crenças não estão totalmente erradas, porém não constituem verdade.
A associação da asma com alergia fornece um modelo a partir do qual vários mecanismos fisiopatológicos têm sido demonstrados. Os processos fisiopatológicos subjacentes a essas reações têm permitido compreender melhor as complexas interações celulares dessa doença. Nesse sentido, a relação entre atividade física e asma também tem sido objeto de investigação em várias pesquisas.
A asma é uma doença de evolução crônica, que muitas vezes melhora na adolescência, mas isto nem sempre ocorre, e a pessoa pode continuar a ter sintomas até a idade adulta ou durante a vida toda.
De qualquer forma, a asma se adequadamente tratada não impede que o indivíduo pratique atividades físicas. A pessoa asmática deve estar sob tratamento médico, pois a atividade física não é tratamento de asma.
Para poder participar das aulas de educação física, treinos ou jogos, deve-se estar com a doença bem controlada. Às vezes, mesmo que esteja bem (sem sintomas), uma atividade física intensa pode desencadear uma crise de broncoespasmo (broncoespasmo induzido pelo exercício ou BIE) 5 a 15 minutos após a realização da mesma.
O aparecimento de sintomas (tosse chiado e/ou falta de ar, sensação aperto no peito) leva o asmático a evitar as atividades físicas com receio de que possa ter uma crise de asma ou então interromper suas atividades quando do aparecimento dos sintomas. Estas situações acabam por criar um círculo vicioso de hipoatividade física e deteriorização do condicionamento físico geral.
No caso de crianças as atividades físicas são essenciais, pois proporcionam experiências básicas de movimento, importantes no seu desenvolvimento. Além disso, é através das atividades físicas que as crianças relacionam-se entre si, seja no brincar ou no engajamento em atividades esportivas, prevenindo o isolamento psico-social e melhorando a auto-imagem e autoconfiança.
Na adolescência, as atividades esportivas são mais intensas e competitivas e o adolescente asmático muitas vezes sente-se preterido, considerando-se erroneamente menos capaz ou inferior. Este comportamento acaba por levá-lo a evitar as atividades físicas e os treinamentos, tornando-o finalmente menos apto.
Sendo assim, as atividades físicas devem ser incentivadas, como fator de saúde para crianças e adolescentes asmáticos. É imprescindível que os profissionais da área (professores, técnicos ou médicos esportivos) saibam orientar e incentivar seus alunos/pacientes. Ou seja, tomando-se os devidos cuidados, evitando-se o BIE, a atividade física faz tanto bem para os asmáticos quanto os não-asmáticos.
4 comentário(s) para este artigo
eu tenho 1.60 de altura peso 45.600 esse peso esta normal???obrigado
Eu tenho asma,qual exercicio fisico devo praticar pra me ajudar na respiração??
eu me sinto gorda!!!!!!!!!! tenho 1,57 de altura e peso 47 kg!!!!!!!!!!!! o q q eu faço?
queria mais artigos sobre mitos da atividade fisica.
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