Gado alimentado à moda antiga ganha as mesas

Gado alimentado à moda antiga ganha as mesas

Carne vermelha saudável e que, além de fonte de proteínas e ferro, faz parte do grupo de alimentos que ajudam a perder peso?

Sim. Como tantos outros movimentos, que voltam ao passado e resgatam velhos costumes, esse está se tornando uma mania nos Estados Unidos e em países que se preocupam com o que comem. A atenção em levar, para a mesa, alimentos saudáveis e livres de venenos, que prejudicam a saúde está gerando uma nova maneira de produzir alimentos. Não seria nova, mas sim, um resgate do que nossos antepassados usavam e que era mais saudável.

Verduras, legumes e frutas sem agrotóxicos. Frangos sem hormônios. Farinha integral. Todos se enquadram em novos hábitos utilizados por pessoas preocupadas com o impacto que a alimentação tem em suas vidas e no meio ambiente. E a carne bovina também entra nesse conceito.


Conhecido como "The Grass-fed revolution", ou seja, a revolução da alimentação com grama. Essa carne é orgânica, pois está isenta de pesticidas e recebeu alimentação natural.

Inicialmente, o gado se alimentava de grama e flores, que cresciam naturalmente no pasto. Forneciam uma quantidade de proteínas e vitaminas saudáveis, que compunham uma dieta variada para esses animais.

Com a explosão demográfica e o mundo necessitando de proteína animal para alimentar seus habitantes, houve a necessidade de acelerar a produção de carne.

Seus produtores substituíram essa grama por uma espécie conhecida como azevém perene, que cresce mais rápido. Sua desvantagem é que não é tão nutritivo e impede que outras espécies nutritivas se desenvolvam. E com ajuda de pesticidas, cresce rapidamente, assim a produção de carne é acelerada, mas a alimentação do gado além de valor nutritivo baixo ainda contém pesticidas.

Essa é a carne que comemos e que dizem ser tão prejudicial.

Tentamos voltar a forma antiga de se criar gado, mas o seu custo é maior e só os países com poder aquisitivo alto podem adquirir esta carne mais saudável.

Um gado livre, pastando em campos naturais tem uma carne considerada benéfica, inclusive sendo relacionada aos alimentos que são aceleradores do metabolismo. Faz parte dos alimentos orgânicos, que crescem naturalmente, sem pesticidas ou aceleradores de crescimento.


Mais gado do que gente

Só no Brasil o número de cabeças de gado já é maior do que o número de habitantes. É um dado alarmante.

Se criássemos apenas para o abastecimento interno este número seria desnecessariamente alto, já que o país não necessita de tanto gado para manter sua produção anual de alimentos.

Produzindo só o suficiente estaríamos ajudando na diminuição dos gases produzidos por eles.

Entretanto o pais é grande exportador de carne e precisa destas divisas para o equilíbrio de nossa balança comercial

O gado é o principal causador do aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera.  Ele como as ovelhas, por exemplo, produzem gás metano, quando soltam gases e através de suas fezes. E esse gás é mais prejudicial, para a camada de ozônio, do que o gás carbônico, produzido pelos carros.

Nosso país é um país agricola

No Brasil, a necessidade de novas pastagens fazem com que fazendeiros, através das queimadas devastam grandes áreas de mata, especialmente da Amazônia, para criar pastos e plantar soja, que além de ser  servida como ração para esses animais, é exportada para paises de todo o mundo.

As queimadas, nas florestas produzem o dióxido de carbono, também um gás prejudicial. Essas queimadas são, em sua maioria, para abrir campos para pastagens. Resumindo, muito gado, muita emissão de gases de efeito estufa, tanto produzidos diretamente por eles, como indiretamente, pelas queimadas.

Esse comportamento tem que ser regulamentado para ficar dentro do viável, pois seu efeito na saúde do nosso planeta é tão devastador, que coloca o gado como o pior vilão, nessa história, ultrapassando o dano da emissão do gás carbônico, gerado pelos carros.

Como a maioria dos comportamentos humanos, sem critério, este é um que começa a ser repensado para atender uma demanda de atitudes urgentes para conter o avanço do efeito estufa no planeta.

Se consumirmos apenas o necessário e exigirmos uma carne saudável, podemos além de melhorar nossa saúde, melhorar a condição do planeta.


A importância do gado

A carne bovina pode fazer parte da sua refeição, desde que esse gado seja tratado com alimentação natural, sem pesticidas.

Já produzimos carne com estas especificações para a União Européia. Nós brasileiros temos o direito de exigir o mesmo tipo de carne para nosso consumo interno.

As autoridades tem que providenciar para que a carne orgânica, pelo menos uma parte, seja distribuída internamente no país.

Se recusarmos comprar uma carne que não esteja dentro desse procedimento, eles terão que mudar sua atitude.

O planeta e a nossa saúde sairão ganhando.

"A maior riqueza é a saúde".

(Ralph Waldo Emerson)

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