Para quem gosta de se cuidar, vive preocupado com o impacto que uma dieta rica em açúcar tem sobre o controle do peso saudável; impulsionados, portanto, pelo culto ao corpo e à saúde, trocar o açúcar pelos adoçantes dietéticos virou mania. Porém, será que podem ser consumidos sem culpa nenhuma? Será que fazem mal a saúde? Todas as pessoas podem consumi-los? As dúvidas existem, portanto, vale conhecer um pouco melhor cada um deles na hora de escolher o que mais combina com seu estilo de vida!
O adoçante é produzido a partir da mistura de algum nutriente com um ou mais edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais, responsáveis pelo sabor doce que eles têm. A sua principal vantagem é ter poucas calorias, mas, isso não quer dizer que podem ser consumidos sem critério. São recomendados para dietas especiais como as de restrição (Obesidade e Diabetes) e as de emagrecimento, mas, gestantes, nutrizes e crianças não devem consumi-los a não ser com ordem médica.
As três principais razões para usar adoçantes dietéticos são:
• Auxiliar no emagrecimento. Ao substituir o açúcar por adoçantes dietéticos, mesmo consumindo os mesmos alimentos, menos calorias serão ingeridas.
• Higiene dental. Adoçantes dietéticos não causam danos aos dentes (caríes), uma vez que não são fermentados pela microflora da placa dentária.
• Diabéticos têm dificuldade em regular seus níveis de açúcar no sangue. A ingestão de adoçantes dietéticos permite saborear uma dieta variada ao mesmo tempo em que ocorre o controle dos níveis de açúcar no sangue.
Tipos de adoçantes:
Aspartame
O aspartame é um adoçante artificial, de sabor bastante parecido com o açúcar, obtido a partir de dois aminoácidos naturais, o ácido aspártico e a fenilalanina. Gestantes e fenilcetonúricos, anomalia rara que geralmente é diagnosticada no nascimento com o teste do pezinho, não devem consumi-lo.
Tem um poder de doçura altíssimo, maior do que o da sacarose (açúcar comum), mas que se perde quando submetido a altas temperaturas. Portanto, quando for adicioná-lo em alguma receita, sugere-se que seja utilizado após a retirada do fogo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 40mg/kg de peso/dia.
Ciclamato
O ciclamato é um adoçante artificial, não calórico, com um poder adoçante 30 vezes maior que o da sacarose. Diferente do aspartame; apresenta um sabor residual amargo e pode ser levado a altas temperaturas, o que permite seu uso em várias preparações. Deve ser evitado por hipertensos, já que costuma aparecer combinado com sódio.Adoçante muito utilizado pela indústria, principalmente na produção dos refrigerantes dietéticos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 11mg/kg de peso/dia.
Sacarina
A sacarina é o adoçante artificial não calórico mais antigo que existe. Apresenta um poder adoçante 200 a 700 vezes maior que o açúcar da cana (sacarose). Normalmente vem associada ao ciclamato, pois, sozinha, em altas concentrações, tem gosto residual amargo e metálico. Sua maior qualidade é o fato de ser estável a altas temperaturas, podendo ser utilizada em preparações quentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 5mg/kg de peso/dia.
Sucralose
Único adoçante artificial derivado do açúcar, obtido a partir da cloração da sacarina. Apresenta poder adoçante 600 vezes superior ao açúcar, resistente às altas temperaturas e não possui sabor residual amargo. Embora seja feita do açúcar, o corpo não o reconhece como açúcar ou outro carboidrato. Sua molécula passa pelo corpo sem se modificar, isto é, não é metabolizada, e é eliminada após o consumo. Pode ser consumido seguramente por diabéticos, gestantes e lactantes. A Dose Diária Consumida (ADI) para a sucralose estabelecida pelo U.S. Food and Drug Administration, é de 5mg/Kg de peso/dia.
Acessulfame – K
Adoçante artificial muito utilizado em bebidas, sobremesas, gomas de mascar e adoçantes de mesa. Possui um poder de doçura de 180 a 200 vezes maior que o açúcar, tem sabor residual, mas é considerado seguro por ser estável a altas temperaturas, facilitando e permitindo sua utilização em preparações quentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 15mg/kg de peso/dia.
Xylitol, sorbitol e manitol
Adoçante artificial obtido pela redução da glicose (sorbitol) e frutose (manitol) e também hidrogenação da xilose (xylitol), empregados pela indústria na produção de goma de mascar e balas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 15mg/kg de peso/dia.
Steviosideo
Adoçante natural, de origem vegetal, extraído da stévia, planta originária da Serra do Amanbaí, muito consumida no Oriente. Seu poder adoçante é cerca de 200 a 300 vezes maior que o da sacarose, seu uso é totalmente atóxico e seguro ao organismo, porém pouco consumido devido ao sabor residual amargo que possui. Pode ser utilizado por gestantes sob orientação médica ou de um profissional nutricionista. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere uma quantidade limite de ingestão de 5,5mg/kg de peso/dia.
Dicas para consumir adoçantes corretamente
• Evite ingerir em excesso produtos dietéticos, pois são concentrados em adoçantes. Prefira frutas ou doces contendo pouco açúcar.
• Utilize os adoçantes com moderação. Faça um rodízio, consuma vários tipos de adoçantes, desde que autorizados pela legislação.
• Em crianças obesas, use com moderação e sob orientação do médico ou nutricionista.
• Não usar o aspartame em alimentos quentes, pois destrói a doçura e forma um composto tóxico quando submetido a altas temperaturas.
Quando for comprar um adoçante, leia o rótulo e conheça o tipo de edulcorante utilizado. Sempre que possível opte pelos naturais.
Saiba mais sobre o tema lendo o artigo Adoçante ou açúcar comum?

"Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade". (Alexander Lowen)
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