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A mãe do filho seguinte!

A mãe do filho seguinte!

Lembra-se de quando nasceu o seu primeiro filho? As dificuldades de posição para amamentar, o sono que parecia nunca se esgotar, as inseguranças diante do bebê?

Sensações já conhecidas
Toda essa profusão de sensações, agora diante do nascimento do seu segundo filho, já estão mais reconhecidas. E, como toda situação de "re-conhecimento", se sentirá mais tranqüila. Já sabe como lidar com seu corpo e com as suas impossibilidades temporárias, mas.  Sempre tem um mas.

O primeiro filho enciumado
Agora tem um par de olhinhos assustados a vigiar seus atos e desatos. O primeiro filho! Ele estará ali observando, enciumado e demandante. Quanto menor a diferença de idade entre um e outro, maior a demanda.
O primeiro filho sofre diante do nascimento do outro. Muito. Sofre a perda do lugar de destaque. Teme não ser mais o objeto de amor dos pais. Angustia-se com a possibilidade de ser esquecido.

Ele ainda é pequeno
Todos se voltam para aquele serzinho minúsculo que fica grudado na mãe o dia todo, que acorda na noite e é carregado, que exige silêncio e recebe elogios, presentinhos, cheirinhos e cuidados todo o tempo. É preciso lembrar que também ele, o primeiro filho, ainda é pequeno.

Compreenda a fantasia.
Lembro de um caso em particular. Ao ir visitar, na maternidade, o irmãozinho recém nascido, vestiu-se o primeiro filho – com 3 anos de idade - como se uma guerra fosse enfrentar: com capacete, capa de Super-homem e espada na cintura chegou ele assustado, temeroso, mas pronto para o que desse e viesse.
Entender que uma fantasia ocupa a mente do primeiro filho é muito importante. E não há explicação óbvia que dê conta da fantasia. Ele vê que a barriga da mãe cresce ou que em determinado momento ela já não pode mais carregá-lo, ou que sai para um outro local para receber esse “desconhecido”. Todo esse contexto pode gerar fantasias que o mais criativo dos adultos jamais acertaria descrever.

Momento de acolhimento
Esse é o instante em que o acolhimento afetuoso desta “mágoa” possibilita a aceitação deste novo estado de fatos para que, de uma fantasia amedrontadora, surja uma realidade tranqüilizadora.

Fazer com que ele participe do aumento da família é uma sábia atitude. Integrá-lo ao novo ambiente é muito mais importante que mandá-lo ou deixá-lo passar o dia em casa de amigos, avós e tios, como se dispensado e dispensável fosse. Isso o deixará muito mais exigente na volta para casa. Pode ter gestos agressivos que nunca teve. O melhor é sempre convidá-lo a ficar por perto, para que se sinta amado e confiante de que o lugar dele é dele.

Todo cuidado é pouco
É sempre bom estar atento de como pedir os objetos do bebê a ele e a freqüência destes pedidos. Pegar fraldas ou chupetas; ocupá-lo como se as tarefas o fizessem mais participante, pode ser um caminho de mão dupla. A cada pedido atendido não esqueça de agradecer, mas não faça disso uma rotina. Se ele entender que só terá afeto se tiver utilidade, poderá reagir com irritabilidade e relutância em obedecer e atender a qualquer outro tipo de pedido.

Manter regras
Manter as regras estabelecidas anteriormente ao nascimento do irmãozinho/a é fundamental. O excesso de “Sim”, o deixará em posição desconfortável, como se o permitido fosse apenas uma forma de se livrar dele. E ele testará isso constantemente e exigirá cada vez mais.

Hábitos superados podem voltar
Hábitos já superados podem retornar com força total. Xixi na roupa ou na cama, pedir chupeta, chorar no meio da noite para ir para a cama dos pais, todos esses são sinais de que está assustado. O melhor é reagir com segurança, dizendo não ao que sempre foi interditado e mantendo uma postura firme diante das novas demandas de retrocesso. Não exagere, equilibre. Os pais estão "sob suspeita", podemos assim dizer, e se agirem como se fossem culpados, só piorará o já tão delicado acerto.
No momento em que ele assistir o bebê mamar pode pedir para fazer o mesmo se ainda for bem pequenino - e até se lembrar que também mamava. Com carinho e segurança explique a ele que não mais. A vida caminha para frente e retroceder para que ele não sofra pode ser um passo perigoso. Ofereça algo para ele comer em copinhos ou pratinhos e converse com ele durante o tempo em que o bebê mama, isso o acalmará e o deixará em posição também privilegiada. Ele está crescendo

É necessário tranquilidade, e para isto organize-se
Toda uma tranqüilidade se fará necessária para que esta fase seja vivida como um aprendizado positivo para pais e filhos. Este é um período em que vai estar muito cansada e muito solicitada. Os "postulados" de quando do nascimento do primeiro filho são mais que válidos agora.
O ideal é organizar, nesta etapa inicial de adaptação, os momentos de receber visitas mais formais. Tente seguir os horários de sono e de privacidade de acordo com sua vontade e adequação ao novo rítmo da casa. Seja uma “egoísta familiar” no bom sentido.

Construção de uma família
A construção de uma família é um ato dos mais prazerosos da vida. Aproveite, cerque-se dos seus filhos todo o tempo que lhe for disponível. Vai aprender muito com eles, vai ensinar muito a eles.
Esta é a verdadeira noção do que é ter/ser uma família – a certeza e a sensação de cumplicidade e afetividade que durarão para sempre.

O que os pais não fazem para criar uma criança feliz?


"A força da maternidade é maior que as leis da natureza".
(Barbara Kingsolver)

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Comentários

Existe(m) 4 comentário(s) para esta notícia.

# 1° renata schaurich gomes

acho que esta matéria é valida e vou usá-la para meu trabalho voluntário que tenho com mulheres carentes.eu as aconselho sobre váriosw assuntos por isso me cadastrei nneste site.

# 2° LOIVA PILONETTO

ola. estou muito angutiada com meu filho de 7 anos. a 1 mes nasceu meu filho miguel,antes disso meu filho de 7anos era o caçula da casa, as atenções eram voltadas só p/ele e agora divide com o irmão. ele passou a fazer xixi e coco na roupa e na cama. não sei mais o que fazer, será que devo procurar um médico, ou esperar que isso passe, e se vai passar. por favor alguém pode me ajudar?

# 3° LOIVA PILONETTO

ola. estou muito angutiada com meu filho de 7 anos. a 1 mes nasceu meu filho miguel,antes disso meu filho de 7anos era o caçula da casa, as atenções eram voltadas só p/ele e agora divide com o irmão. ele passou a fazer xixi e coco na roupa e na cama. não sei mais o que fazer, será que devo procurar um médico, ou esperar que isso passe, e se vai passar. por favor alguém pode me ajudar?

# 4° LOIVA PILONETTO

ola. estou muito angutiada com meu filho de 7 anos. a 1 mes nasceu meu filho miguel,antes disso meu filho de 7anos era o caçula da casa, as atenções eram voltadas só p/ele e agora divide com o irmão. ele passou a fazer xixi e coco na roupa e na cama. não sei mais o que fazer, será que devo procurar um médico, ou esperar que isso passe, e se vai passar. por favor alguém pode me ajudar?

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