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A relação mãe e bebê logo após o nascimento

A relação mãe e bebê logo após o nascimento

O nascimento é uma experiência forte e abaladora para o bebê e para a mãe do bebê.

A necessidade de uma mãe sensível
O primeiro se defronta com um mundo desconhecido, repleto de estímulos, sensações e sentimentos muitas vezes desagradáveis e tem poucos recursos para se comunicar ou livrar-se deles. Sua única forma de comunicação é o choro e depende totalmente de uma mãe sensível e dedicada para decodificá-lo e dar-lhe sentido. O bebê tem uma necessidade vital de ser compreendido e precisa de uma mãe que corresponda a essa demanda.

A insegurança da mãe
A mãe, por sua vez, sente-se insegura e incapaz frente à enorme responsabilidade de cuidar de um filho que ela ainda está para conhecer. Logo, nas primeiras semanas após o nascimento, é de se esperar dessa dupla uma convivência difícil e angustiante, pois ambos se vêm desamparados frente à situação nova da maternidade.

Essa insegurança da mãe, no entanto, tem seu aspecto positivo quando ela, tão desamparada quanto seu bebê, pode identificar-se com ele e estabelecer uma forma primitiva de comunicação que facilite a compreensão dos sentimentos dele expressos através do choro.

"Preocupação materna primária"
Segundo Winnicott é comum nos últimos meses de gravidez e logo após o parto a mãe desenvolver um estado emocional que se caracteriza por uma sensibilidade exacerbada, que a leva a ter uma sintonia melhor com o seu bebê e desse modo, corresponder às necessidades físicas e emocionais dele. A esse estado deu o nome de “Preocupação materna primária”.

Com a presença de uma mãe boa o suficiente para receber as angustia iniciais do filho e as transformar em vivências positivas de acolhimento e bem-estar, o bebê começa a se desenvolver adequadamente, a constituir-se como pessoa tornando-se uma criança e posteriormente um adulto capaz de enfrentar as dificuldades inerentes à vida.

Algumas mulheres, no entanto, são boas mães e cuidam com carinho da alimentação, da higiene e de tudo relativo ao bebê, mas não conseguem chegar a este estado de mente que lhes possibilitaria uma adaptação sensível e delicada às necessidades do bebê nos seus primeiros momentos de vida.

Familiares dando apoio à mãe
É muito importante que os familiares entendam o papel desempenhado pela mãe no primeiro ano de vida do bebê, para ajudá-la a manter o vínculo entre ela e o filho.

Saiba como cuidar da higiene do seu bebê.


"Tudo o que uma pessoa pode imaginar, outras poderão fazer realidade."
 (Julio Verne)

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Comentários

Existe(m) 4 comentário(s) para esta notícia.

# 1° Sany

Muito boa essa materia.
Mostra uma realidade a qual não imagianos passar apos o nascimento.

Muito boa!!!

# 2° alessandra

Gostei da matéria.Mandei para uma amiga que esta grávida de dois meses. Espero que a ajude, pois é o primeiro bebê.

# 3° Mirian

Sou mãe de Pedro de 4 meses, ele teve e ainda tem muita cólica, realmente a gente se sente perdida pois não queremos que nossos pequenos sofram, nos sentimos muitas vezes inúteis ante a choros que não tem soluções eu sofro até hoje e gostaria muito de ter ajuda de um profissional pois desde que o Pedro nasceu eu me anulei não tenho mais tempo pra mim e pra minha casa pois ele chora muito... a matéria é ótima e verdadeira

# 4° Ely

também gostei muito! aqui tem muitas outras matérias sobre bebes

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