A hipertensão arterial constitui-se em um grande problema de saúde pública por sua grande incidência, pela morbi mortalidade elevada e também pelas conseqüências socioeconômicas que acarreta. A epidemiologia da hipertensão arterial no Brasil apresenta aspectos peculiares e coincidentes com outros países com impacto importante no perfil de mortalidade, tais como desigualdade social na distribuição do risco de morte, no acesso ao diagnóstico de hipertensão arterial e na proporção de indivíduos com pressão arterial elevada.
Os melhores indicadores do impacto da hipertensão arterial são as taxas de doença cerebrovascular, a proporção de mortes por acidente vascular cerebral em relação as demais doenças cardiovasculares, como a doença coronária e insuficiência cardíaca.
No Brasil, as taxas de mortalidade por doença cerebrovascular são extremamente elevadas para homens e mulheres, em comparação a outros países da América Latina. Existe relação inversa entre as mortes cerebrovasculares com a renda per capita, quando comparada com as demais mortes cardiovasculares.
Considera-se hipertensão arterial as cifras acima de 130 x 85mmHg, podendo esta ser classificada em leve, moderada e grave, conforme tabela abaixo. É absolutamente necessário que o equipamento utilizado esteja em condições adequadas de funcionamento, o que implica que ele seja validado e esteja devidamente calibrado. A calibração deve ser realizada em intervalos não superiores a 6 meses.
Classificação da pressão arterial em indivíduos adultos (acima de 18 anos)
Classificação
|
Pressão sistólica ( mmHg ) |
Pressão diastólica |
Ótima
|
< 120
|
< 80 |
Normal
|
< 130 |
< 85 |
Limítrofe
|
130 – 139 |
85 -89 |
| Hipertensão |
Pressão sistólica ( mmHg ) |
Pressão diastólica
|
Estágio 1 (leve)
|
140 – 159 |
90- 99 |
Estágio 2 (moderada)
|
160 – 179 |
100- 109 |
| Estágio 3 (grave) |
> ou = 180
|
> ou = 110 |
Sistólica isolada
|
> ou = 140
|
< 90
|
O valor mais alto de sistólica ou diastólica estabelece o estágio do quadro hipertensivo. Quando as pressões sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para classificação do estágio.
A medida casual de pressão arterial é indispensável para a detecção desta doença, e para o seguimento dos pacientes já hipertensos. Em nosso próximo artigo, discorreremos sobre as conseqüências da hipertensão arterial, e tratamento da mesma.
Fonte consultada:
Tratado de Cardiologia da SOCESP - Edição 2005
Leia também: Porque tenho Hipertensão artetial ? Parte I.

"A saúde é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo". (Cícero)
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