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HPV e a sexualidade feminina

HPV e a sexualidade feminina

O HPV está presente em mais de 95% dos casos de câncer do colo uterino e a infecção pelo HPV é a doença sexualmente transmissível (DST) mais freqüente. Existem mais de 150 subtipos diferentes de HPV, entretanto, somente os subtipos de alto risco estão relacionados a tumores malignos.

O HPV é contraído por meio de relações sexuais e manipulação dos órgãos genitais. Assim o contato oral-genital, genital-genital, ou mesmo manual-genital pode transmiti-lo, ao contrário de muitas doenças sexualmente transmissíveis que necessitam de uma considerável quantidade de secreção contaminada para haver sua propagação.

Em 20% dos casos podem aparecer verrugas, mas geralmente a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. Por esse motivo é chamado de vírus silencioso. Como atua de forma discreta e silenciosa; o que dificulta o diagnóstico é de suma importância o controle periódico com os exames de papanicolau, colposcopia acrescentando vulvolcopia e anuscopia quando necessários. Existem métodos de identificação genética de acordo com cada caso que também podem ser solicitados.

Os principais tipos de HPV envolvido em infecções já podem ser evitados por meio de vacinas seguras e eficazes. Já existem duas vacinas comercializadas no Brasil, direcionadas às mulheres: a Gardasil, vacina quadrivalente que protege contra 2 tipos oncogêncios (capazes de causar câncer) e contra 2 não oncogêncicos (de baixo risco de câncer), que geralmente provocam 90% das verrugas genitais; e a Cervarix, vacina que protege contra alguns tipos oncogênicos.

As vacinas não oferecem qualquer possibilidade da pessoa vacinada desenvolver a doença. São dadas em clínicas de vacinas legalizadas e administradas em regime de 3 doses por via intramuscular..

O tratamento para os portadores de HPV é individualizado, dependendo do grau de extensão, número e localização das lesões; pode ser utilizado Laser, CAF (Cirurgia de Alta Freqüência), ATA (ácido tricloroacético), criocauterização, cauterização elétrica e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo.

Como se proteger além da vacina? A camisinha além de uma medida de saúde é, sobretudo uma demonstração de respeito com sua saúde, com o próprio corpo e com o corpo do parceiro e deve ser incorporado na vida sexual das mulheres e ser item constante dentro da bolsa feminina, assim como o batom.

As vacinas devem ser discutidas com seu médico ginecologista, pois mesmo tendo o HPV, é viável que se faça a vacina para proteção de outros subtipos e a idade de vacinação está sendo ampliada e rediscutida (falava-se entre 9 e 26 anos). Hoje fala-se em talvez até 40 anos.

Qual a implicação do HPV na sexualidade feminina? Sabemos hoje, que cerca de 70% das mulheres com vida sexual ativa são portadoras de HPV e ao receber  essa notícia , entendem e sentem isso de várias formas:

- Será que fui promíscua?

- Escolhi homens errados? (Doentes? Promíscuos? Sujos?)

- Como me relacionar com um homem agora?

- Devo evitar o contato com os homens?

- Como contar para o parceiro?

- Como pedir para ele usar camisinha agora, se nunca usamos?

- Meu parceiro vai continuar gostando de mim?

- Como faço sexo oral, anal, vaginal e me protejo?

- Se acho que fui traída, diminuo o meu desejo pelo parceiro.

- Se acho que o meu parceiro me passou HPV, fico magoada e não tenho vontade de transar com ele.

- Quando estou com ele numa relação sexual e me lembro do ocorrido, não consigo chegar ao orgasmo.

- Tenho medo de me relacionar com os homens e pegar alguma doença, portanto acho melhor evitá-los.

Portanto, as questões das implicações do HPV na sexualidade feminina são enormes, pois entram na questão do relacionamento a dois e nos sentimentos que estão envolvidos: dor, amor, cumplicidade, paixão, tesão. É necessário tranquilizar a mulher, e por vezes o casal não se questiona quem pegou de quem e sim como conduzirão a relação a partir daí. Tanto o homem quanto a mulher podem ter adquirido a doença há 10 anos, sem haver manifestação clínica até então, e por questões de baixa de imunidade, que pode ocorrer até pelo próprio stress do dia a dia, o HPV aflorar no momento atual.

Lembrar que é preciso valorizar o relacionamento a dois e as qualidades dessa parceria que escolheu para estar a seu lado. Colocar e aceitar que será necessário o uso da camisinha (feminina ou masculina) por no mínimo 2 anos (o ideal é usar sempre), e que controles semestrais serão realizado após o tratamento instituído. O parceiro deverá ir para controle também (peniscopia). A cumplicidade, a parceria, o bom humor, a brincadeira devem permanecer. O enfrentamento do HPV deve ser feito com tranqüilidade e maturidade.

Leia também: A mulher e suas conquistas na sexualidade.

"A amizade é como a saúde: o seu valor só é reconhecido quando a perdemos". (Charles Colton)

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Existe(m) 11 comentário(s) para esta notícia.

# 1° elizabete

gostei deste materia, principalmente porque estou passando por isso, meu esposo está em tratamento, e eu não tenho mais me dedicado à ele como antes, pois fico com medo de pegar essa doença.

# 2° kelly

Estou desesperada!!!!!!por gentileza estou passsando por isso.... namoro há 5 anos; +- 3 anos atras ele detectou as verugas no anus dele..... aa tensão foi grande ..... esta semana eu detectei hvp no colo do meu utero....
o que pensar ele me trai sera com homem??? mulher??? e me transmitiu ??? ou como tive relação antes de namorar com ele ( +- 5/6 anos atras) e ficou inativo o virus em mim e eu passei pra ele??? seria possivel aparecer tanto tempo depois??!!!!
Obs: todo ano faço preventivo e só apreceu agora??? por favor me ajude estou mto desconfiada dele!!!!

# 3° Leticia

gostei dessa materia, estou passando por esse problema, tenho apenas 16 anos, tive relação com o meu novo namorado sem camisinha, até então eu ñ sabia q eu estava com a doença, soube depois, tenho medo q ele tenha pegado, quero saber c atraves de esames de sangue, ou pelo menos passando no medico, fazendo um checapi podi saber se ele pego ou ñ, eu falei pra ele, ñ estou tendo relação com ele pq eu ñ estou tranquila pra ter relação ainda, mais falei a verdade pra ele, e ele esta do meu lado de qualquer jeito, aposto q eu pequei isso so meu ex, pois esse meu atual só tenho 3 mesês de namoro com ele, e namorei com o meu ex 2 anos, estou muito triste por causa disso...

# 4° Mila

Oi, teho 22anos passei por isso há uns 2 ou 3 anos atrás e realmente fiquei pirada na época. Sofri muito, mas com o psicológico do que com os machucados q assim q descobri o que era tomei vários medicamentos e não demorou mt tempo para cicatrizar as feridas, mas minha cabeça ficou doida. Foi dificil, agora estou melhor, mas a cabeça ainda fica um pouco neurótica. Mas Graças a Deus hoje em vista do que passei estou mt bem obrigada.
Qd se descobre no ínicio o tratamento surte um bom efeito. Por isso fica a dica de todas as mulheres, mesmo q n estejam sentido nada é bom sempre fazer a visitinha ao ginecologista pelo menos 1 vez ao ano se n estiverem sentindo nada. É sempre bom prevenir não é. Nossa saúde é o nosso maior tesouro, por isso cuide muito bem dela.
Bjs!!!

# 5° Isabel

Adorei entrar no site de vocês, muito bom para informar nós mulheres que precisamos de esclarecimento e apoio. Aproveitando, gostaria de deixar uma pergunta pra vocês. Meu marido contraiu HPV, o tal de condiloma plano, diz ele que foi antes de me conhecer, isto é, precisamente a 15 anos atrás. Bom, ele já está fazendo o tratamento da cauterização. E eu corri, para atualizar meus exames ginecológicos. Pergunto: Como ficará a minha vida sexual daqui pra frente? É o resto da vida de camisinha?? Poderia me informar melhor sobre esta pergunta?? Agradeço desde já e fico aguardando ansiosa a resposta.
Isabel

# 6° claudia

oi!!! a algum tempo atras eu constatei q estava com algumas verruginhas, fui ao ginecologista e ficou claro q eu estava com hpv.

eu fiquei pirada, nunca mais quero saber de homem, e quando eu querer ter um filho eu vou adotar um, pois nao acho justo meu filho contrair essa doença se foi minha culpa e de meu parceiro.

ha e terminei com ele, estou com nojo de homens!!!

# 7° Ale

Eu e a minha esposa estamos desconfiados de algumas verrugas que apareceram na região Púbiana dela, estamos juntos a 8 meses e na época só havia uma entre os pelos Púbianos e agora devem ter umas 3 ou 4 e elas estão crescendo de uma forma meio escamosa, porém todas as fotos que vimos referente ao assunto nenhuma delas aparece na nesta região e parecem sempre estar em estagios mais avançados
E de umas semanas para cá tenho sentido como se fosse uma pequena verruga no meu ânus
Como podemos ter a certeza se é HPV e como se tratar??
Aguardo resposta

# 8° Selma

Há uns dois anos, em meu anus aparece quando da época da menstruação , porém isso não é constante, aconteceu umas 5 vezes, uma espécie de bola, coça e fica dolorida, depois que menstruo ela some sozinha...isso esta relacionada a algum virus do HPV, pois fuio casada por 17 anos e quando me separei, depois que o meu ex marido teve uma outra mulher, acabamos tendo umas recaídas, e hj estamos separados definitivamente.
Aguardo resposta

# 9° Rosangela

Fiz o exame preventivo e foi detctado o virus HPV,meu relacionamento è de 9 anos e eu nao consigo perdoar meu marido, pois me traiu varias vezes e diz que nao foi ele o transmissor. `Fez exame da prostata e disse que pelo exame dava p saber que nunca teve doença venera; é possivel?

# 10° o virus hpv pega pela ejaculação anal ?posso ter e não manifestar?

O virus hpv pega pela ejaculação anal ?Pode haver de um exame de papanicolau ter acusado presença do hpv e ao repetir não aparecer mais nada? Se peguei de meu marido e continuo transando com ele sem camisinha, como vou saber se as pomadas indicadas por meu ginicologista serão o suficiente para banir os pequenos indises do hpv que apareceram no 1º exame ?
Posso ter o hpv e não manifestar em exame?

# 11° elisangela

fis uma cirurgia de mioma e fizeram a biopsa e descobriram que era cancinoma,estava no grau dois.agora não sei se e isso mais sinto dor e inxa a vagina quando tenho relação.fis tambem perinio.sera que pode ser isso?tem 3 meses que fis.

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