A tensão pré-menstrual, a TPM é amplamente conhecida tanto na comunidade leiga como pelos médicos. Nos dias que antecedem o período menstrual mensal, a mulher apresenta uma lista de mudanças comportamentais, demonstra mais irritabilidade, fica “de pavio curto”, explode em crise emotivas pelos mais fúteis motivos, torna-se agressiva com o namorado, o noivo, o marido, o companheiro, e, segundo “elas” o pior de tudo é aquela fome avassaladora pelos doces, a desenfreada necessidade de comer um chocolate, a busca de padarias e doceiras pelas gulodices açucaradas que lá as esperam.
Abalizadas opiniões de eminentes juristas eximem de culpa os eventuais atos de agressividade, mesmo física e corporal, cometidos contra namorados, maridos e companheiros, nesta fase do ciclo feminino. Neste período da famosa TPM, a mulher tem certeira áurea de “falta de culpa” pelo que foi dito e praticado, pelos castigos físicos ou morais infligidos aos familiares, pelo fato de estar sob uma combinação flutuante de dois hormônios, o estrógeno e a progesterona, que de maneira malévola, induzem modificações no comportamento feminino, o que não significa um problema de saúde.
Os sintomas e sinais da TPM.
Os familiares, amigas, maridos e namorados já sentem no ar que algo está acontecendo. As frases agressivas, o sono interrompido, uma certa depressão sem motivo, a alimentação compulsiva (fora dos padrões usuais), a sensação de “inchaço”, de acumular líquidos e a dor nas mamas, confirmam que a TPM chegou. Nesta fase a mulher é muito sensível e uma “palavrinha errada” no momento inoportuno leva a uma crise de conseqüências imprevisíveis. “Procure o seu médico” afirmam os maridos, “deve haver um remédio para este tormento mensal, talvez até você não esteja com a saúde em ordem”. E lá vai a portadora da TPM ao ginecologista, ao clínico geral e mesmo ao endocrinologista em busca de auxílio. Argumenta-se, com certa razão, que nesta fase do ciclo menstrual, um poderoso e conhecido neuro transmissor, isto é, produto químico produzido pelas células nervosas, sofre queda de sua concentração, causando as mudanças de humor. Este neuro transmissor chama-se Serotonina e decorre deste fato que remédios que elevam a concentração de serotonina cerebral, aliviam, em grande parte, os sintomas e sinais da TPM.
Existem novidades neste campo específico da TPM.
Estudos recentemente realizados com aparelhos extremamente sensíveis que mede o fluxo de sangue pelas várias áreas do nosso sistema cerebral demonstraram que no início do período menstrual, quando as mulheres apenas secretam o estrógeno, principal hormônio feminino, certas regiões do cérebro que regulam o humor e as emoções estão muito bem providas de abundante circulação, muito oxigênio e muita nutrição. A mulher se sente bem disposta e cheia de saúde. Logo após a ovulação se inicia a produção, pelos ovários, de progesterona, o segundo hormônio feminino. Com níveis crescentes deste hormônio as áreas cerebrais previamente bem irrigadas sofrem modificações, com nítido menor aporte de sangue, de oxigênio e de nutrição. Isto levaria, segundo os neuro cientistas, as descargas elétricas anômalas, que induzem a irritabilidade, a falta de paciência, à depressão e mesmo a melancolia e apatia (felizmente por poucos dias).
A conclusão é fácil.
Na época da TPM a mulher está fragilizada e necessita de mais carinho, amor, suporte e paciência. Nada de críticas, “piadinhas” e frases como “você já comeu muito chocolate hoje” “cuidado com o peso, vai acabar engordando”, “por que você não toma um remédio para TPM?”. Isto é tudo que a mulher não quer ouvir. A comunidade masculina deve aprender a lidar com “aqueles dias de TPM”. Afinal de contas o que são 3-4 dias de turbulência ao lado de 25 dias de ternura e felicidade?
Conheça os alimentos que podem ajudar nesse período.
"Uma das melhores coisas na vida são as maravilhosas surpresas que nos reserva".
(Marlo Thomas)
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