Rodapé não precisa ser igual ao piso

Compartilhe! Facebook Twitter Pinterest

Veja as novas tendências e saiba como escolher o rodapé

Tradicionalmente, o rodapé era feito do mesmo material e seguia a mesma cor do piso de cada ambiente. Hoje em dia, no entanto, os arquitetos afirmam que ele passou a ter mais valor estético na composição da decoração dos ambientes e pode tranquilamente apresentar cores e texturas diferentes daquelas escolhidas para o chão e a parede.

Fellipe Pelegrini, arquiteto responsável pelos projetos da Revitech Pisos, afirma que em áreas de serviço e ambientes que não são de convívio social ainda é comum aproveitar as peças do piso para fazer o rodapé, principalmente pela redução de custos que isso significa. "O que acontece hoje é que para áreas nobres, como o lavabo e sala de estar, o conceito mudou muito e é mais comum que o rodapé esteja mais alinhado com a cor da parede do que com o piso", explica Fellipe Pelegrini.

A altura dos rodapés também mudou. Embora os mais usuais continuem sendo aqueles com sete ou dez centímetros, a arquiteta Cíntia Aguiar, do escritório Cintia Aguiar Arquitetura, em Porto Alegre, comenta que os mais altos, chegando aos trintas centímetros ou mais, são tendência. "Atualmente o rodapé está totalmente descolado do piso. Ele chega até ser um 'rodameio', sendo estendido até a metade da parede. A tendência hoje é que ele seja maior e mais robusto", destaca a arquiteta.

A dica de Cíntia para quem está construindo ou reformando é optar pelo rodapé mais alto no living, para acrescentar sofisticação ao espaço.

Na próxima página leia sobre por que o branco passou a ser a cor favorita para o rodapé.

Rodapé, batente e rodateto

Deixar de combinar o rodapé com o piso permitiu aos arquitetos e designers de interiores investir em outras combinações, como alinhar rodapé com rodateto e com os batentes de portas e janelas. Patrícia Coelho, arquiteta da Ateliê Revestimentos, menciona que rodapé e rodateto, por exemplo, podem ser brancos e feitos ou não de gesso, independente da cor e material do piso.

Segundo os arquitetos, qualquer cor pode ser usada, mas o branco tem sido a mais escolhida pelos profissionais. "O legal de trabalhar com o rodapé branco é que ele separa melhor o piso e a parede, favorecendo a combinação", afirma Patrícia Coelho. Ela comenta também que antigamente os rodapés eram baixos e trabalhados, com mais texturas e detalhes, enquanto atualmente eles são mais altos e em linhas mais retas.

Cíntia Aguiar observa que o uso de novos materiais favoreceu a mudança das cores e do perfil do rodapé, que tradicionalmente eram fabricados em madeira. A arquiteta destaca que o uso do MDF reforça a tendência pelo branco, que torna o ambiente mais clean. Por outro lado, a laca, que pode ser pintada sem prejuízos para a qualidade do acabamento, favorece a manutenção e a renovação do ambiente.

A seguir, veja que o rodapé, além de uma cara nova, ganhou novas funções.

Embutir a fiação

Antes de ser um elemento estético, o rodapé é uma peça fundamental para o acabamento da obra, pois a aplicação dele serve para encobrir desníveis que fazem com que o piso, por exemplo, fique alguns milímetros distante da parede, deixando um pequeno vão.

A utilização de gesso, polietileno e MDF possibilita que o rodapé seja usado também para esconder os cabos de telefonia e televisão das residências. Patrícia Coelho afirma que os rodapés desses novos materiais já saem de fábrica com o desenho interno para acomodar a passagem dos cabos. Ela ainda ressalta que embora fáceis de instalar, os rodapés são pregados ou colados à parede e, no caso de uma manutenção, precisam ser retirados e fixados novamente.

Fellipe Pelegrini comenta que essa função ainda não é popular e geralmente os rodapés que apresentam essa possibilidade não têm espaço suficiente para toda a fiação. "A preferência ainda é pela fiação embutida, como nas casas antigas, ou escondida por painéis de madeira, a exemplo das residências construídas atualmente", argumenta.

Leia também sobre como escolher o melhor piso para cada ambiente.

Tags:

Comentários

Seja o primeiro a comentar nesse post!

Ir para o topo