Tipos de iluminação na decoração

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Direta ou indireta, iluminação pode ser responsável por transformar os ambientes

Escolher o tipo de iluminação que vai compor o cenário para os seus ambientes nem sempre é uma tarefa fácil, por isso é bom contar com a ajuda de arquitetos e designers de interiores com conhecimento nas novas técnicas disponíveis no mercado. Para não prejudicar o projeto de decoração é importante conhecer os tipos de iluminação e como elas modificam a percepção de cores no ambiente.

Dividida entre direta e indireta, a iluminação é responsável pelo clima intimista e aconchegante dos ambientes. Adriana Sypniewski, light designer e proprietária da Grey House Iluminação, explica que antes de escolher qual tipo de iluminação irá compor os cômodos é preciso conhecer o gosto dos moradores da casa. Opinião compartilhada pela arquiteta Cristiane Costa Maciel, do escritório de arquitetura ArqTríade. "Algumas pessoas não se sentem à vontade com iluminação em tons mais quentes, nesses casos não adianta montar o projeto todo com essa iluminação", comenta a arquiteta.

Para exemplificar melhor, Cristiane explica que a luminosidade indireta é aquela onde a lâmpada não fica evidenciada e a luminosidade é insinuante, difusa, com luz suave. Por sua vez, a iluminação direta é mais pontual, fácil de perceber que ela está focada em determinado objeto ou ambiente. Como exemplo a arquiteta usa o pendente instalado sobre uma mesa de jantar.

Mesclando técnicas de iluminação para um cenário perfeito

Maria Fernanda Rodrigues, arquiteta, sugere o uso mesclado das técnicas para criar diferentes cenários luminotécnicos. Segundo a arquiteta, essa mistura não ofusca e torna o espaço mais aconchegante. "Às vezes os clientes perguntam se não é muita luz para o ambiente, mas é preciso lembrar que a iluminação não será acesa toda ao mesmo tempo. A ideia é fazer um jogo de cenas, criando diferentes ambientações, combinando os pontos de luminosidade direta e os pontos de iluminação indireta", explica Maria Fernanda.

Ambientes sociais pedem um projeto luminotécnico mais ousado, principalmente se a ideia for receber amigos para uma festa ou um jantar. "O efeito conquistado pela mistura das lâmpadas fluorescentes e incandescentes é fantástico e torna-se praticamente obrigatório para quem quer um ambiente mutável, que pode ser descolado ou mais sóbrio", aconselha Maria Fernanda.

Veja na página seguinte dicas sobre como os projetos podem ser moldados para abrigar os diferentes tipos de iluminação.

Projetos e dicas

Todo projeto de decoração ou até mesmo de reforma deve ser pensado para levar em consideração a parte luminotécnica desenvolvida para os ambientes. Isso visa facilitar a criação e composição dos cenários, principalmente se a ideia for usar o teto rebaixado em gesso como uma alternativa para abrigar parte do sistema de iluminação. Cristiane indica prestar atenção na distância em que os pontos de luz vão ficar dispostos, principalmente na sala.  Isso porque caso eles fiquem a uma distância entre 20 centímetros e um metro da parede, seu ponto de iluminação pode interferir na visão de quem está sentado no sofá.

"Uma dica legal para quem quer compor a decoração da sala de jantar e brincar com o uso de iluminação direta é usar pendentes com o mesmo formato da mesa de jantar. Caso ela seja redonda, use pendentes redondos. Se ela for quadrada ou retangular, pendentes quadrados dão um charme e simetria ao ambiente", destaca Cristiane.

Adriana explica que no passado era comum o uso de iluminação geral, aquela em que um único ponto de luz era instalado, geralmente no centro dos cômodos. Isso já não faz mais parte dos novos projetos, que trazem diversas opções para o teto, paredes e chão, repaginando inclusive os antigos abajures e luminárias.

Iluminação para não incomodar

A intensidade da luminosidade é outro fator a ser explorado pelos arquitetos e designers de interiores, mas é preciso ficar atento, para que ela não incomode os moradores ou visitantes. Nesses casos, a dica da arquiteta Cristiane Maciel é substituir as lâmpadas 110v pelas de 220v. "Dessa forma você tem uma iluminação mais suave, não tão intensa", comenta Cristiane. Essa amenização também deve ser levada em consideração para interferir o mínimo possível nos tons naturais. Por esse motivo Adriana sugere lâmpadas com tons mais intimistas, diferente das lâmpadas totalmente brancas.

"A sugestão é abusar da iluminação com LED, que tem um excelente custo-benefício, para criar um ambiente gostoso e intimista, brincando com o efeito de luz e sombra", orienta Adriana Sypniewski. Para isso é preciso conhecer as opções de lâmpadas disponíveis no mercado, principalmente se a ideia for valorizar uma obra de arte ou um arranjo de flores. Alguns tipos de lâmpadas, com o passar do tempo, podem danificar ou modificar a cor desses objetos.

Conheça na próxima página a sugestão das especialistas para compor a iluminação dos ambientes.

Compondo a iluminação

Regras para compor a iluminação até podem existir, mas acabam ficando em segundo plano quando entra a questão do gosto do cliente, comenta a light designer Adriana Sypniewski. Defensora do uso do LED, Adriana afirma que atualmente essa tecnologia já permite a reprodução fiel de outros tipos de lâmpadas. "Hoje em dia o mercado oferece inúmeras opções, inclusive nacionais, que substituem os modelos antigos, que têm vida útil menor e consomem mais energia", comenta a light designer. Cristiane Maciel aconselha também o uso de lâmpadas econômicas, que hoje em dia já apresentam opções que variam da cor branca até a amarelada, inclusive com tons entre essas duas cores.

A arquiteta Cristiane Maciel dá algumas dicas para composição da iluminação para os ambientes da casa. Confira.

Cozinha

A iluminação na cozinha varia conforme as necessidades dos moradores, mas uma combinação que funciona muito bem, segundo a arquiteta, é mesclar lâmpadas fluorescentes com as incandescentes. "Um diferencial bacana para usar em projetos luminotécnicos para cozinha é a instalação de um ponto de luz acima da pia. Dessa forma fica mais fácil preparar os alimentos e lavar a louça", explica Cristiane.

Sala

A iluminação indireta, embutida no gesso, garante um ar tranquilo e aconchegante para o cômodo, ideal para a recepção de amigos ou descanso depois de um dia de trabalho. Luminosidade pontual, com abajures e luminárias, também faz a diferença e ajuda a compor um cenário mais moderno. Para a sala de jantar, pendentes e plafons fazem a iluminação direta, atraindo a atenção para a mesa.

Quartos

O quarto, segundo Cristiane, pede iluminação mais clara, embutida no forro, podendo ser complementada com abajures e arandelas, dependendo do gosto do morador. Nesses casos o ideal é usar lâmpadas com iluminação incandescente, podendo substituir as tradicionais econômicas pelos modelos mais modernos, encontradas em casas especializadas do ramo.

Banheiros e lavabos

Por ser um cômodo usado para as mulheres fazerem a maquiagem, a luz nesse ambiente precisa ser forte e o mais próximo possível da real. Um diferencial nos projetos que às vezes fica esquecido é o spot de luz dentro do box. A sugestão da arquiteta para inovar na decoração dos lavabos é instalar um pendente ao invés de iluminação indireta. "O pendente será responsável pelo charme do ambiente, deixando uma luz mais amena e pontual", explica Cristiane.

Veja como a decoração clássica destaca iluminação.

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