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Por Equipe BBel Publicado em 13/08/2007
Em minhas conversas com pessoas dos mais diferentes ramos de atividade, tenho ouvido com muita freqüência afirmações do tipo: "Eu prefiro investir na poupança, é mais seguro" ou "quero investir meu dinheiro sem risco".
Muitos gerentes de banco e consultores financeiros, ao oferecerem algum tipo de investimento para seus clientes, dizem: "pode ficar tranqüilo, pois essa aplicação é totalmente sem risco".
Isso me leva a crer que para a maioria das pessoas, o conceito de poupar e investir é a mesma coisa e que investir pode ser uma via de mão única, ou seja, trazer apenas benefícios e nenhuma preocupação, o que não é verdade.
Pois bem, vamos entender qual a diferença entre poupar e investir.
Poupar é o ato de separar parte da receita obtida, com sua atividade produtiva (salário, prêmio, aluguel, pró-labore, etc.) em intervalos de tempo (geralmente mês-a-mês), e guardá-la para formar uma poupança, com o objetivo de investir em algo que se deseja.
A "caderneta de poupança" é o adjetivo usado para uma conta bancária que tem como objetivo registrar os depósitos mensais, efetuados pelos seus poupadores, sendo também o instrumento mais popular de acumulação de capital. Como todo recurso financeiro deve ser destinado ao financiamento de alguma atividade, os recursos da "caderneta de poupança", por determinação legal, devem ser usados para o financiamento de moradias, que permanecem vinculadas como "garantia" para aqueles depósitos. Como o objetivo de todo financiador é ser remunerado pelo emprego de seu capital, o depositante de recursos em "caderneta de poupança" recebe uma parte dos juros cobrados daqueles que adquiriram os imóveis financiados.
Investir significa usar os recursos poupados (financeiros, materiais, intelectuais, espirituais, etc.), com o objetivo de se conquistar algo que possa lhe proporcionar grande satisfação. Assim sendo, após "pouparmos" parte de nossos recursos durante algum tempo, acumulamos capital (poupança) que poderá ser usado para se investir em algo que desejamos. Esse investimento pode ser feito nas mais variadas formas, com objetivos dos mais diversos.
Por exemplo: uma pessoa pode ter feito uma poupança com o objetivo de fazer uma plástica, quando as marcas do tempo tornam-se aparentes. O objetivo desse investimento é se tornar mais jovem e aumentar sua alto-estima. Outra pessoa pode usar sua poupança para adquirir um bem com o qual sempre sonhou (um carro, um apartamento na praia, uma casa de campo). O objetivo de seu investimento é usufruir o bem sonhado. Uma terceira pessoa, talvez, use sua poupança para realizar a viagem de seus sonhos. Para esse caso, o objetivo de investimento é a satisfação de visitar um determinado lugar e guardar boas recordações na memória. Já um quarto indivíduo poderá querer usar sua poupança para aumentar seu capital. Para esse indivíduo, o objetivo do seu investimento será de buscar maior rentabilidade.
Em todos os casos (e os demais que pudermos imaginar) correm o risco de seus objetivos não se concretizarem no todo ou em parte, podendo causar grandes aborrecimentos. A cirurgia plástica poderá não ter o resultado esperado e em alguns casos trazer até complicações. A aquisição do tão sonhado bem pode não satisfazer as expectativas e vir acompanhado de uma série de complicações. E as recordações da tão sonhada viagem podem não ser tão espetacular como se imaginava.
No mercado financeiro não é diferente. Não existe o tal investimento sem risco. Quando se investe no mercado financeiro nas mais diferentes formas (Fundos, CDBs, Debêntures, LHs, Ações, Ouro, Dólar, etc), se adquire um ativo com o risco de que essa aquisição possa não atingir seus objetivos.
Portanto não devemos sair por ai tentando encontrar investimentos sem risco, pois eles não existem.
Devemos sim, procurar conhecer os riscos que estamos dispostos a correr, na busca da concretização de nossos objetivos.
Para nos auxiliar, devemos nos cercar de profissionais competentes, que conheçam profundamente sua especialidade, mas que, acima de tudo, procure conhecer nossos anseios e nossas limitações, antes de nos indicar o que para eles, seria a melhor opção de investimento.
Reinaldo ZakalskiDiretor ExecutivoBi-Invest
"Dinheiro semeia dinheiro e, o primeiro franco é, muitas vezes, mais difícil de ganhar que o segundo milhão". (Jean Jacques Rousseau)
atitudes, poupança
7 comentário(s) para este artigo
parei de ler em "alto-estima.".......
Meu marido entrou neste site para fazer outro tipo de psquisa,e eu acabei me interesando pelo seu BEBEL,sempre tive vontade de entender melhor sobre envestimentos,já tentamos em ações,mas meu marido ficou inseguro e acabou o prazo,o que voçe aconselha...desde já muito obrigada adorei suas dicas.um abraço!!
Não concordo,quando diz que todo investimento tem risco,fazem 35 anos,que meu marido trabalha no mercado financeiro.
Estou poupando 1.000,00 mês em caderneta de poupança para daqui a 5 anos iniciar a construção de minha casa (hoje já possuo 6.000,00).Estou pensando em assumir mais risco colocando em outros investimentos "ações", já que a intenção e usar o dinheiro a longo prazo.Mais estou em duvidas: O Sr. aconselha fazer esses investimentos ou ir construindo desde já aos poucos, tendo em vista que o preços dos materias têm subido bastante? Obrigado.
Fazendo uma pesquisa ,encontrei este site,ele possui assuntos diversos para o meu interesse.Nota 10(dez).
E quando não temos uma aposentadoria,porque sempre trabalhei autonoma,fazer uma previdência privada é valido?
Adorei esta matéria gostaria de fazer uma pergunta se for possível me responder agradeço desde já. O que o Sr. acha de fazer um empréstimo pessoal para dar entrada em um veículo financiado.Obrigada!!!
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