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Inibidores de apetite são alvo da Anvisa

Por Vanessa Macedo - Equipe Bbel
Publicado em 06/07/2011

Pílulas e fita métrica

Shutterstock

"Informe ao médico o aparecimento de reações desagradáveis. Pode ocorrer dor de cabeça, secura da boca, insônia, dor nas costas, taquicardia, hipertensão, palpitações, obstipação, perda do apetite ou náusea". As informações contidas na bula do Reductil, medicação composta pela sibutramina, reforçam o senso comum de que a ingestão de todo remédio está suscetível a reações adversas.

Os efeitos colaterais da sibutramina fizeram o médico endocrinologista de *Renata interromper o tratamento com o composto químico. "Eu precisava emagrecer rápido porque tinha uma pequena fratura no joelho que estava sendo agravada com o sobrepeso adquirido depois de um período de ansiedade", relata.

Depois de responder a questões sobre o histórico de doenças anteriores, Renata passou a tomar o inibidor de apetite. Embora tenha perdido 15 quilos ao final de seis meses, as complicações não foram leves.

"Com o passar do tempo eu fiquei com insônia, cheguei a passar uma semana inteira sem dormir, apenas cochilava cerca de uma hora por dia. Tive crises de choro por isso. Depois de um tempo sentia enjoo ao ver comida e me sentia tão saciada que até esquecia de comer, por isso senti tonturas e quase desmaio", conta Renata. Sua libido também foi afetada. "Depois de um tempo tomando o remédio, eu não sentia mais prazer na relação sexual. Assim que soube, meu médico suspendeu o medicamento".

A afirmação de que os benefícios não superam os riscos trazidos pela sibutramina fundamentou a ação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa - de proibir a venda e distribuição do medicamento, assim como dos anfetamínicos femproporex, anfepramona e mazindol.

Os quatro são considerados anorexígenos, pois atuam no sistema nervoso central inibindo ou saciando a sensação de fome. Segundo o médico endocrinologista Ricardo Meireles, tais medicamentos são um ponto de partida para o tratamento de pacientes com dificuldade de mudar os hábitos alimentares.

Nas páginas seguintes, entenda por que esses remédios largamente consumidos no Brasil são alvo da preocupação da agência vinculada ao Ministério da Saúde.

*Nome fictício para preservar a identidade da entrevistada.



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obesidade, emagrecimento, perda de peso

Comentários

1 comentário(s) para este artigo

#1 - Surprise Linkquinta-feira, 14 de julho de 2011 8:43

Parabéns pelo post

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